terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Arqueólogos encontram crânios de mulheres sacrificadas há 4 mil anos

Da AFP
 
 
Foto de 10 de outubro mostra uma vala nas ruínas de Shimao; arqueólogos desenterraram os crânios de mais de 80 jovens mulheres.  (Foto: AFP Photo) 
Foto de 10 de outubro mostra uma vala nas ruínas de Shimao; arqueólogos desenterraram os crânios de mais de 80 jovens mulheres. (Foto: AFP Photo)
 

Arqueólogos desenterraram na China crânios de mais de 80 jovens mulheres que poderiam ter sido sacrificadas há mais de 4 mil anos, indicou nesta segunda-feira (2) a imprensa estatal.

Essas relíquias foram encontradas nas ruínas de Shimao, um importante sítio arqueológico do Neolítico, no norte do país, segundo a agência de notícias Xinhua.

A ausência do resto do esqueleto das mulheres levaram os especialistas a acreditar que elas foram mortas aparentemente durante uma cerimônia "ligada à construção das muralhas da cidade", de acordo com a agência.

Foto mostra estrutura de antigos edifícios nas ruínas de Shimao, no norte da China. (Foto: AFP Photo)Foto mostra estrutura de antigos edifícios nas ruínas
de Shimao, no norte da China. (Foto: AFP Photo)
 
 
Depois de estudar as amostras ósseas recolhidas, os especialistas acreditam que as mulheres foram queimadas após a morte, informou Sun Zhouyong, funcionário do Instituto de Arqueologia da província de Shaanxi.

"Esse enterro coletivo poderia estar relacionado com a cerimônia de fundação da cidade", disse Zhouyong.

As ruínas de Shimao, no norte da província de Shaanxi, foram descobertas em 1976, mas os arqueólogos perceberam apenas recentemente que elas faziam parte de uma cidade da era neolítica.

A prática do sacrifício já havia sido registrada na história da China, especialmente no caso dos imperadores que, quando mortos, eram enterrados com os seus servos e concubinas.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Battistero, scoperto un altro 'Paradiso'

 Una delle fasi del restauro della porta Nord del Battistero di Firenze
 
 
Era dorata anche la porta Nord del Battistero di Firenze, realizzata, nel 400, da Lorenzo Ghiberti, prima di quella, divenuta ancora più celebre, del Paradiso.

E' quanto sta emergendo con l'avanzamento dei lavori di restauro, effettuato dagli specialisti dell'Opificio delle Pietre dure sul monumento: sotto da sotto lo sporco e le incrostazioni superficiali di secoli è riemersa la splendida doratura originale presente nei rilievi scultorei delle 28 formelle, nelle testine di Profeti e Sibille e nel bellissimo fregio a motivi vegetali brulicante di piccoli animali.

La porta Nord fu costruita tra il 1403-1424: a differenza della successiva Porta del Paradiso la doratura ad amalgama di mercurio fu eseguita solo sui rilievi scultorei lasciando il fondo bronzeo. Lo stato di avanzamento dell'intervento, condotto su incarico dell'Opera di Santa Maria del Fiore è stato illustrato stamani dal sovrintendente dell'Opificio Marco Ciatti nell'ambito di un sopralluogo.

Ad oggi sono due le formelle recuperate, Il Battesimo di Cristo e le Tentazioni di Cristo, mentre sono in corso di pulitura le altre 26 con Scene del Nuovo Testamento, Evangelisti e Dottori della Chiesa, così come le 47 testine di Profeti e Sibille nel telaio, tra cui l'autoritratto del Ghiberti con turbante, e il fregio con foglie di edera, bacche e piccoli animali: insetti, rettili e molluschi.

Al momento sono in corso di approfondimento le tracce di doratura ritrovate all'interno delle cornici quadrilobate delle formelle e in alcune delle teste leonine presenti nel retro dei due battenti, presumibilmente quest'ultime eseguite a foglia d'oro. Terminato il lavoro, finanziato dall'Opera insieme ad una rete di imprenditori di molti paesi del mondo, la Guild of the Dome Association, una copia ad arte della porta andrà a sostituire l'originale sul Battistero che, per motivi di conservazione, verrà accolto nel museo dell'Opera di Santa Maria del Fiore.

Le prime indagini preliminari del restauro sono iniziate a gennaio 2013, quando la porta era ancora sul Battistero, ed è proseguito nei Laboratori dell'Opificio, dove fu trasportata nella notte tra il 18 e 19 aprile. Terminate le indagini preliminari, in grado di stabilire lo stato di degrado delle superfici e la metodologia da adottare per il restauro, si è proceduto con le prove di pulitura effettuate su diverse zone con differenti problematiche conservative.

A seguire è incominciata la pulitura dell'opera eseguita con il laser sulle parti dorate, integrato con l'uso di specifiche soluzioni chimiche e piccoli strumenti odontoiatrici, La pulitura del bronzo, invece è effettuata meccanicamente con l'ausilio di utensili quali il bisturi e strumenti ad aria compressa per le incrostazioni più concrezionate. Il termine del restauro è previsto nell'ottobre 2015. Considerata l'opera che apre la stagione del Rinascimento a Firenze, la Porta Nord del Battistero è la seconda in ordine di tempo (1403 - 1424), dopo quella di Andrea Pisano (1330 -1336) e prima della Porta del Paradiso (1425- 1452). Di eguali dimensioni rispetto alla Porta del Paradiso, la Porta Nord misura 3 metri di larghezza per 5 di altezza, ognuna delle 2 ante è del peso di oltre 4 tonnellate per un totale di 9.


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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

70 livros de metal encontrados em caverna na Jordânia pode mudar a nossa visão da história bíblica e do Apocalipse

Poderia ser este o maior achado, depois dos Manuscritos do Mar Morto? Setenta livros metal encontrados em caverna na Jordânia pode mudar a nossa visão da história bíblica



Para os estudiosos da fé e da história, é um tesouro precioso demais. Esta antiga coleção de 70 livros pequenos, com páginas de chumbo amarrados com arame, pode desvendar alguns dos segredos dos primórdios do cristianismo. Os acadêmicos estão divididos quanto à sua autenticidade, mas dizem que se verificou serem tão fundamentais quanto a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em 1947.

Lines of inquiry: The metal tablets could change our understanding of the Bible 
Linhas de investigação: As tabuletas de metal podem mudar nossa compreensão da Bíblia 
 
Nas páginas não muito maiores que um cartão de crédito, tem imagens, símbolos e palavras que parecem se referir ao Messias e, possivelmente, até mesmo, a crucificação e ressurreição.

Somando-se a intriga, muitos dos livros estão selados, levando a alguns acadêmicos a especular se eles não são a coleção perdida de códices, mencionados no livro bíblico de Apocalipse.

Os livros foram descobertos há cinco anos em uma caverna em uma parte remota do Jordão, para uma região conhecida como o lugar que os cristão se refugiaram após a queda de Jerusalém em 70 D.C. 

Documentos importantes do mesmo período já foram encontrados lá.

Testes iniciais de metalúrgia, indicam que alguns desses livros poderiam datar do primeiro século D.C.

One of 70 ring-bound books (codices) made of lead and copper
One of 70 ring-bound books (codices) made of lead and copper
Hidden meaning: Scrolls, tablets and other artifacts, including an incense bowl, were also found at the same site as the tablets  

Significado oculto: listas, tabuletas e outros artefatos, incluindo um vaso de incenso, também foram encontradas no mesmo local.

A 16th century painting depicting Jesus's death. The metal books contain pages with images, symbols and words that appear to refer to the Messiah and, possibly even, to the Crucifixion 
Uma pintura do século 16 descrevendo a morte de Jesus. Os livros de metal contêm páginas com imagens, símbolos e palavras que parecem se referir ao Messias e, possivelmente, até mesmo, à crucificação.  
 
 
X marks the spot: The cave in Jordan where the artifacts were discovered 
X marca o lugar: A caverna na Jordânia, onde os artefatos foram descobertos 

Dr Margaret Barker, a former president of the Society for Old Testament Study, confirmed that a sealed book is mentioned in the Bible
Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudo Velho Testamento, confirmou que um livro selado é mencionada na Bíblia

“Assim que eu vi isso, fiquei estarrecida”, disse ela. “Isso me pareceu tão obviamente uma imagem cristã. Há uma cruz em primeiro plano, e por trás dela, parece ser o túmulo (de Jesus), um pequeno edifício com uma abertura, e por trás que as paredes da cidade.

“Há paredes retratada em outras páginas desses livros também e eles certamente se referem a Jerusalém. É uma crucificação cristã que têm lugar fora dos muros da cidade. A equipe inglesa lidera o trabalho sobre a descoberta de que os medos ‘guardião’ de Israel atual, pode ser olhando para vender alguns dos livros no mercado negro, ou pior – destruí-los.Mas o homem que detém os livros nega a acusação e alega ter sido em sua família há 100 anos. Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Antigo Testamento do estudo, disse: “O livro do Apocalipse fala de um livro selado que se abria somente pelo Messias.

“Outros textos da época falam de livros selados de sabedoria e de uma tradição secreta transmitida por Jesus aos seus discípulos mais próximos. Esse é o contexto para essa descoberta. ”

Esta estimativa é baseada na forma de corrosão que tem acontecido, o que especialistas acreditam ser impossível conseguir artificialmente. Se datação for confirmada, o livro estaria entre os primeiros documentos cristãos, antecedendo aos escritos de São Paulo.

A perspectiva de que eles possam conter relatos contemporâneos dos últimos anos da vida de Jesus tem animado os estudiosos – apesar de seu entusiasmo é temperado pelo facto de os peritos já foram enganados por falsos sofisticados.

David Elkington, um estudioso britânico da história religiosa antiga e arqueologia, e um dos poucos a ter examinado os livros, disse que eles poderiam ser “a grande descoberta da história cristã.

“É um pensamento de tirar o fôlego, que esses objetos poderiam ter sido guardados pelos santos nos primórdios da Igreja”, disse ele.

Mas os mistérios sobre as suas páginas antigas não são o único enigma dos livros. Hoje, o paradeiro deles também são um mistério. Após a sua descoberta por um beduíno da Jordânia, o tesouro foi posteriormente adquirido por um beduíno israelense, que as diz ter contrabandeadas ilegalmente através da fronteira com Israel, onde permanecem.

No entanto, o governo jordaniano está agora trabalhando para repatriá-los e garantir sua volta. Philip Davies, professor emérito de estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, disse que há fortes evidências de que os livros têm sua origem cristã, já que em suas placas tem um modelo de um mapa da imagem da cidade santa de Jerusalém.

Professor Davies disse: “A possibilidade de origem hebraica-cristã é certamente sugerida pela imagem e, em caso afirmativo, esses códices são susceptíveis de trazer luz nova e dramática para a nossa compreensão de um período muito significativo, mas até agora pouco conhecida da história.”

David. Elkington, que está liderando os esforços britânicos para ter os livros voltaram para a Jordânia, disse: “É vital que a coleção pode ser recuperada intacta e segura, nas melhores condições possíveis, tanto para o benefício dos seus proprietários como para uma potencial audiência internacional. ”

* Os cientistas britânicos descobriram até oito milhões de cães mumificados, que teriam sido sacrificado para Anubis, o deus dos mortos, há 2.500 anos atrás, depois de escavar os túneis da antiga cidade Egípcia de Saqqara.

DESCOBERTA DO PASTOR QUE DESENTERRARAM UM TESOURO

Groundbreaking find: A section of the Dead Sea Scrolls, which were discovered in 1947
Achado inovador: uma seção de Manuscritos do Mar Morto, que foram desenterrados em 1947

Os Manuscritos do Mar Morto, estão entre os achados arqueológicos mais importantes da era moderna, e foram descobertos em uma caverna (foto) por um pastor beduíno, na Cisjordânia.
The remote desert caves in Israel which yielded The Dead Sea Scrolls
Os pergaminhos são compostos de 30.000 fragmentos separados, tornando-se 900 manuscritos de textos bíblicos e escritos religiosos da época de Jesus.
O pergaminho frágeis e fragmentos de papiro que tenham sido objecto de intenso estudo por mais de meio século por uma equipe internacional de estudiosos que ainda estão tentando compreender o significado de cerca de 30 por cento dos textos que não são incluídos na Bíblia ou em qualquer outros  escritos religiosos anteriormente.

Os pergaminhos incluem a cópia mais antiga conhecida dos Dez Mandamentos, um livro quase completo de Isaías e muitos dos Salmos.

Alguns dos textos foram danificadas pelas bem-intencionadas tentativas de restauração, feitas desde os anos 1950, que incluiu o uso de fita crepe, papel de arroz e cola de acrílico.

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TRADUÇÃO AUTOMÁTICA PELO GOOGLE E SEM REVISÃO ABAIXO:
arqueólogos britânicos estão tentando autenticar o que poderia ser uma descoberta marcante na documentação do início do cristianismo: um tesouro de 70 códices de chumbo que parece datar do primeiro século dC, que podem incluir pistas chave para os últimos dias de “vida de Jesus. Como repórter britânico Daily Mail Fiona Macrae escreve , alguns pesquisadores estão sugerindo que este poderia ser o mais importante encontrar em arqueologia cristã desde o Mar Morto, em 1947.

Os códices apareceu há cinco anos em uma caverna remota no leste da Jordânia, uma região onde cedo cristãos podem ter fugido após a destruição do Templo de Jerusalém em 70 dC. Os códices são compostos de wirebound páginas individuais, cada uma do tamanho aproximado de um cartão de crédito. Eles contêm uma série de imagens e alusões textuais para o Messias, bem como algumas possíveis referências à crucificação e ressurreição. Alguns dos códices foram fechados, provocando ainda mais fôlego a especulação de que poderia incluir o livro selado, mostrado apenas para o Messias, mencionado no livro do Apocalipse.Uma das poucas frases traduzidas, até agora, a partir dos textos, de acordo com a BBC , diz: “Vou andar em retidão” – uma frase que também aparece no Apocalipse. “Embora pudesse ser simplesmente um sentimento comum no judaísmo”, o escritor BBC Robert Pigott notas “, que poderia aqui ser concebido para se referir à ressurreição.”

Mas o campo da arqueologia bíblica é também vítima de muitas fraudes e fraudadores empreendedor, para que os investigadores estão a proceder com cautela devido empírica. pesquisa metalúrgica iniciais indicam que os códices são cerca de 2.000 anos – “. especialistas acreditam que seria impossível atingir artificialmente”, baseado na forma de corrosão a que foram submetidos, que, como escreve Macrae,


Além do namoro testes iniciais, no entanto, pouco se confirmou sobre os códices ou o que eles contêm. E a saga de sua descoberta já desencadeou uma batalha sobre os direitos de propriedade entre Israel e Jordânia.Como BBC Pigott a recontagem , o cache surgiu quando um beduíno jordaniano viu um menorá, o religioso judaico-candleabra expostos na sequência de uma inundação. Mas os códices de alguma forma passaram para a posse de um beduíno israelense chamado Hassam Saeda , que afirma que eles foram em família para a sua posse nos últimos 100 anos. O governo jordaniano se comprometeu a “exercer todos os esforços em todos os níveis” para obter o preço relíquias potencialmente devolvidos, relatórios Pigott.

Enquanto isso, os estudiosos bíblicos que examinaram os códices apontam evidências textuais significativas, sugerindo sua origem cristã. Philip Davies, professor emérito de Estudos do Antigo Testamento da Universidade de Sheffield, disse Pigott ele estava “mudo” ao ver as placas que representa um mapa de imagem da Jerusalém antiga. “Há uma cruz em primeiro plano, e por trás dele é o que tem de ser o túmulo [de Jesus], um pequeno edifício com uma abertura, e por trás que as paredes da cidade”, explicou Davies.“Há paredes retratada em outras páginas desses livros, também, e eles certamente se referem a Jerusalém.”

David Elkington, um estudioso da religião antiga que lidera a equipe de pesquisa britânica que investiga o achado, foi igualmente pronunciado esta nada menos que “a grande descoberta da história cristã.” Elkington disse ao Daily Mail que “é um pensamento de tirar o fôlego que temos mantido esses objetos que poderiam ter sido realizadas pelos santos nos primórdios da Igreja.”

Ainda assim, outros estudantes de história cristã está pedindo cautela, citando precedentes, tais como a descoberta desmascarado de um ossário que se diz conter os ossos de Jesus. Estudioso do Novo Testamento Larry Hurtado observa que, uma vez que estes códices são miniaturas, eram provavelmente destinados a particulares, ao invés de usar, litúrgica. Este seria provavelmente o local de sua data de origem mais próximo do terceiro século EC. Mas só mais investigação e tradução integral dos códices pode confirmam plenamente a natureza da descoberta. A maior lição aqui é provável que de Eclesiastes 3:01, ser paciente, uma vez que “para tudo há uma estação.”

(Elkington David Recursos / Rex Rex EUA /)

Via: YAHOO
via Dailymail
Via: BBC

Descoberta arqueológica prova que Buda nasceu no século VI a.C. .

  • Restos de uma estrutura de madeira e tijolos foram encontrados no mais antigo santuário budista do mundo, e pela primeira vez ligam o líder espiritual a um século específico
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  • Escavações foram feitas dentro do templo sagrado Maya Devi, em Lumbini, no Nepal, considerado Patrimônio Mundial pela Unesco e há tempos identificado como o local de nascimento de Buda
O Globo

Arqueólogos Robin Coningham e Kosh Prasad Acharya nas escavações do templo Maya Devi; ao fundo monges tailandeses meditam.
Foto: National Geographic / Ira Block
Arqueólogos Robin Coningham e Kosh Prasad Acharya nas escavações do templo Maya Devi; ao fundo monges tailandeses meditam. National Geographic / Ira Block
WASHINGTON - Arqueólogos encontraram no Nepal evidências de uma estrutura no local de nascimento de Buda que data do século VI a.C., e é o primeiro material arqueológico que liga a vida de Buda a um século específico.


Em escavações dentro do templo sagrado Maya Devi, em Lumbini, no Nepal (considerado Patrimônio Mundial pela Unesco e há tempos identificado como o local de nascimento de Buda) os arqueólogos descobriram os restos de uma estrutura de madeira sob tijolos com um espaço aberto no centro, como um santuário, datada do século VI a.C. A pesquisa foi parcialmente financiada pela National Geographic Society e será publicada na edição de dezembro da revista “Antiquity”.

Até agora, uma das primeiras evidências arqueológicas das estruturas do Budismo em Lumbini datava do século III a.C., do tempo do Imperador Asoka, que promoveu a expansão do Budismo do atual Afeganistão a Bangladesh.

- Muito pouco se sabe da vida de Buda, a não ser por textos e tradição oral - disse o arqueólogo Robin Coningham, da Universidade de Durham, no Reino Unido, coautor da investigação. - Agora, pela primeira vez, temos uma sequência arqueológica em Lumbini que mostra um prédio tão antigo quanto o século VI a.C.

O time internacional de arqueólogos, liderado por Coningham e Kosh Prasad Acharya, do Pashupati Area Development Trust, no Nepal, acredita que a descoberta contribui para um maior entendimento do desenvolvimento do Budismo, assim como a importância espiritual de Lumbini.

Para determinar as datas do santuário de madeira e da estrutura de tijolos, fragmentos de carvão e grãos de areia foram testados usando uma combinação de radiocarbono e técnicas de luminescência opticamente estimulada. Pesquisas geoarqueológicas também confirmaram a presença de raízes de árvores antigas no vazio central do templo — textos sobre o nascimento de Buda contam que a rainha Maya Devi no momento de dar à luz, em vez de sentir dor, teve uma visão: viu-se apoiada numa árvore, segurando um de seus ramos com a mão direita, enquanto os deuses Brahma e Indra tiravam dela, sem dor, uma criança.

- A Unesco está muito orgulhosa de estar associada a esta importante descoberta em um dos lugares mais sagrados para uma das religiões mais antigas do mundo - disse a diretora geral da Unesco, Irina Bokova, que pediu “mais pesquisas arqueológicas, trabalho de conservação e gerenciamento do sítio” para garantir a proteção de Lumbini.

- O governo do Nepal não poupará esforços para preservar este site - anunciou Ram Kumar Shrestha, ministro da Cultura, Turismo e Aviação Civil do Nepal.

Lumbini é um dos sítios arqueológicos associados à vida de Buda, os outros são Bodh Gaya, onde Buda se tornou iluminado; Sarnath, onde ele fez a primeira pregação; e Kusinagara, onde ele morreu. O templo Maya Devi continua sendo um santuário, tanto que os arqueólogos tiveram que trabalhar na presença de monges, freiras e peregrinos.

La cantina più antica mai scoperta

Ha 3.700 anni, produceva vino dolce speziato


Gli orci che contevano il vino nella cantina più antica mai scoperta (fonte:  Eric H. Cline, George Washington University)     
 Gli orci che contevano il vino nella cantina più antica mai scoperta 
(fonte: Eric H. Cline, George Washington University) 
 
Conteneva 40 orci di vino bianco e rosso dolce e speziato, la cantina più antica e grande mai conservata: ha 3.700 anni ed è stata scoperta tra le rovine di una città cananea chiamata Tel Kabri, nel Nord di Israele. La scoperta si deve a un gruppo statunitense e israeliano della George Washington University, Brandeis University e università di Haifa. Il risultato è stato presentato a Baltimora, nel convegno annuale delle Scuole Americane di Ricerche Orientali.

Le giare hanno una capacità di 50 litri ognuna, in totale l'equivalente di circa 3.000 bottiglie di vino, e sono rimaste sepolte sotto una coltre di fango, mattoni e intonaco a causa del crollo della cantina, probabilmente per un terremoto.

La cantina si trovava nei pressi di una sala per banchetti destinati all'élite di Tel Kabri e agli ospiti stranieri illustri. ''E' una scoperta straordinaria: è una cantina che, a nostra conoscenza non ha eguali per età e dimensioni'' osserva Eric Cline, della George Washington University.

Ad attirare l'attenzione dei ricercatori è stata una giara emersa dagli scavi nell'antico palazzo governativo della città, risalente al 1.700 avanti Cristo.
 
Dopo la prima giara, racconta Cline, sono emersi 10 e poi 15, fino a 40 vasi contenuti in un ambiente grande circa 34 metri quadrati.

Analizzando i frammenti dei vasi e i residui organici sono state rilevate tracce di acido tartarico e siringico, entrambi componenti chiave nel vino, nonché resti di miele, menta, cannella, bacche di ginepro e resine, tutti ingredienti che nell'antichità si aggiungevano al vino. La ricetta è simile a vini medicinali usati nell'antico Egitto per 2.000 anni.
 
Ogni vaso conteneva le stesse proporzioni di ciascun composto segno, che la ricetta di questo vino è stata seguita rigorosamente in ogni vaso.

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Egípcios mumificavam carnes para 'consumo' com bálsamos, diz estudo

Além de humanos e bichos, povo embalsamava refeições para além-morte.
Cientistas analisaram composição de tecidos e ataduras de quatro carnes.

Do G1, em São Paulo

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Pedaço de carne da costela de múmia encontrada na tumba de Yuya e Tjuiu (1386-1349 a.C.) (Foto: Image courtesy of PNAS) 
Pedaço de carne da costela mumificada encontrada na tumba de Yuya e Tjuiu (1386-1349 a.C.) (Foto: Anna-Marie Kellen/Egyptian Museum/PNAS)
 
 
Os antigos egípcios mumificavam e enterravam carnes prontas para o "consumo" usando bálsamos orgânicos, revela um novo estudo feito pela Universidade de Bristol, no Reino Unido, e pela Universidade Americana do Cairo. Além de refeições, esse povo enterrava suas riquezas e mumificava figuras importantes como faraós (além de seus criados, escribas e sacerdotes, em câmaras menores) porque acreditava na vida após a morte e no retorno do espírito ao antigo corpo – razão pela qual ele precisava ser preservado.

Esses alimentos (partes de animais) eram envoltos em ataduras e acomodados em caixões. Eles foram encontrados em muitas tumbas antigas, mas a natureza dos bálsamos aplicados sobre a comida continuava desconhecida. Os atuais resultados foram publicados na edição desta segunda-feira (18) da revista "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS).

O modo como a mumificação de carnes era feita se assemelhava ao embalsamamento de humanos e animais, destacam os autores, liderados por Richard Evershed, da Faculdade de Química da Universidade de Bristol.

Os cientistas analisaram a composição química das amostras de tecidos e ataduras de quatro carnes mumificadas. Segundo a equipe, esse material foi exposto a uma grande variedade de tratamentos. As gazes que envolviam um bezerro, por exemplo, continham uma mistura de compostos derivados de gordura animal – sem evidências da presença de ceras ou resinas.

Como as ataduras não estavam em contato direto com a carne, os pesquisadores acreditam que as substâncias usadas derivavam da aplicação de um bálsamo, em vez de serem provenientes da própria carne.

Compostos semelhantes de gordura animal foram detectados no tecido usado para mumificar a pata de uma cabra, o que não ocorreu em uma amostra de pato. Já as ataduras que cobriam costelas bovinas apresentavam uma mistura de gordura ou óleo, cera de abelha e uma resina chamada Pistacia – considerada um item de luxo no Antigo Egito.
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Sarcófago egípcio (Foto: Image courtesy of PNAS) 
Imagem de raio X feita de caixão com carne mumificada
 (Foto: Anna-Marie Kellen/Egyptian Museum/PNAS)
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Satelliti amici dell'archeologia


Il percorso della Via della Seta visto dai satelliti (fonte: CNR) 
Il percorso della Via della Seta visto dai satelliti (fonte: CNR)
 
 
Grazie all’occhio dei satelliti italiani torna alla luce l'antica Via della Seta, nell'ambito del progetto del Consiglio Nazionale delle Ricerche Cnr), finanziato dal Ministero Affari Esteri e diretto da Nicola Masini e Rosa Lasaponara.

Chiamato ''Via della Seta'', il progetto intende costituire una rete di cooperazione scientifica tra Italia e Cina nel campo delle scienze e delle tecnologie applicate ai Beni Culturali.

Per due millenni la Via della Seta è stata l’arteria di collegamento tra Ovest ed Est, tra le civiltà del Mediterraneo ed i regni e imperi cinesi, consentendo la circolazione di merci e di idee e lo sviluppo dell’economia e della cultura nei secoli. Una delegazione del Cnr, costituita da ricercatori dell’Istituto per i Beni Archeologici e Monumentali e dell’Istituto di Metodologie di Analisi Ambientale di Potenza, è appena tornata dalla Cina per la prima campagna di indagine nell’antica Luoyang, luogo di partenza della Via della Seta, che nel sottosuolo conserva i resti di numerose capitali dal VIII secolo a.C. al V secolo d.C.

Al progetto, della durata di tre anni, partecipano ricercatori del Cnr e dell'Accademia Cinese delle Scienze. Obiettivo primario è supportare gli archeologi cinesi nella ricerca dell’antica ‘città proibita’ di Luoyang con l’ausilio delle più avanzate tecniche di indagine basate sui satelliti ottici e radar, come quelli della costellazione italiana Cosmo-SkyMed dell’Agenzia Spaziale Italiana (Asi).

Obiettivo del progetto è inoltre produrre conoscenze utili per salvaguardare e conservare siti e monumenti iscritti nel patrimonio dell’Unesco.

In particolare, sui giganteschi Buddha di Longmen e sull’antico villaggio di Hong Cun, noto per essere stato il set del famoso film “La tigre e il dragone”, sono previsti studi sui fenomeni di degrado e di instabilità strutturale che si baseranno anche sui dati dei satelliti.


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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Chineses transportaram pedras para Cidade Proibida por caminhos de gelo

Transporte de 120 toneladas de pedras foi feito por trenó.
Trabalhadores cavavam buracos a cada 500 metros para lubrificar o gelo.

Do G1, em São Paulo


Pedras que construíram palácio imperial da China foram transportada por 70 km de gelo (Foto: Divulgação Pnas/ Chui Hu) 
Pedras que construíram palácio imperial da China foram transportada por 70 km de gelo
 (Foto: Divulgação Pnas/ Chui Hu)

Trabalhadores chineses que construíram a Cidade Proibida usaram caminhos artificiais de gelo para transportar as grandes pedras que ergueriam o palácio imperial chinês, segundo estudo divulgado pela revista "PNAS", da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

O material foi transportado em trenós por mais de 70 km até a Cidade Proibida, no inverno de 1.227 d.C. 

Para reduzir o atrito entre o gelo e o veículo, os trabalhadores tinham que cavar buracos a cada 500 metros do trajeto para obter água e despejá-la sobre o gelo.

Apesar de a civilização chinesa ter desenvolvido veículos de rodas por volta do ano 1500 a.C., quase 3 mil anos depois, os trabalhadores preferiram puxar trenós para evitar qualquer dano à pedra, que era considerada cara.

O documento original que relata o método usado no transporte de pedras para a Cidade Proibida, traduzido pelos pesquisadores, aponta que foram necessários pouco menos de 50 trabalhadores para puxar 120 toneladas de pedras.

Faraó Tutancâmon pode ter morrido atropelado por carruagem, diz estudo


Líder egípcio morto aos 19 anos teve ferimentos compatíveis com acidente.
Pesquisa completa será divulgada domingo (10) em documentário britânico.

Da EFE
 

Máscara de ouro do faraó Tutancâmon no Cairo, Egito (Foto: Guido Alberto Rossi/TIPS/Photononstop/Arquivo AFP) 
Máscara de ouro do faraó Tutancâmon no Cairo
(Foto: Guido Alberto Rossi/TIPS/Photononstop/AFP)
 
 
Cientistas britânicos acreditam ter resolvido o mistério que durante milênios cercou a morte do faraó egípcio mais famoso, Tutancâmon, que pode ter morrido aos 19 anos atropelado por uma carruagem.

Essa é a conclusão à qual chegou um estudo da Sociedade de Exploração do Egito, cujo conteúdo completo será revelado no próximo domingo (10), em um documentário da rede de televisão britânica "Channel 4".

A pesquisa revela que os restos do chamado "faraó menino" apresentam ferimentos similares aos que poderia produzir uma colisão com uma carruagem, segundo divulgou à imprensa o diretor da sociedade, Chris Naunton.

O cientista também acredita que a mumificação de Tutancâmon fracassou, a julgar pelas evidências de carne carbonizada encontradas em um exame legista de seus ossos feito pelo antropólogo Robert Connolly na Universidade de Liverpool, em 1969.
 
O descobridor do túmulo do faraó em 1922, Howard Carter, e seu mecenas Lorde Carnarvon já advertiram que o corpo de Tutancâmon apresentava misteriosos sinais de queimaduras, o que foi confirmado por Connolly em suas pesquisas.

O antropólogo conseguiu, ainda, determinar por meio de provas químicas que a carbonização da carne aconteceu dentro do sarcófago, quando os óleos de embalsamar entraram em combustão pelo contato com o oxigênio e as telas.

A reação submeteu o cadáver a temperaturas superiores a 200° C e explica, em parte, outro dos mistérios que rodeiam o faraó: ele é o único encontrado sem coração.

Com todas essas provas, Naunton trabalhou com o Instituto Médico Legal Cranfield para realizar uma "autópsia virtual" e voltar a analisar os traumatismos da múmia. Em um cenário simulado por computador, as feridas de Tutancâmon foram comparadas com as que provocariam o impacto de uma carruagem.

O resultado aponta que o veículo se chocou contra o faraó enquanto ele estava de joelhos, o que esmagou sua bacia e pressionou as costelas contra os órgãos vitais.

"A carbonização e a possibilidade de que a mumificação fracassada tenha provocado a combustão espontânea do corpo pouco após o enterro é algo totalmente inesperado, como uma revelação", declarou Naunton.

Tutancâmon, da dinastia XVIII, reinou no Antigo Egito durante um curto período da primeira metade do século 14 a.C., e o fato mais relevante de seu mandato foi a devolução da influência e do poder aos sacerdotes de Amón, após a experiência monoteísta de Akenatón.

O líder sempre será lembrado, no entanto, por sua suposta maldição contra aqueles que perturbassem seu descanso eterno, o que dizem ter levado à morte repentina do mecenas Lorde Carnarvon, no Cairo.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Templo cerimonial de 3 mil anos é descoberto no norte do Peru

Local sagrado era usado para prestar culto aos deuses da cultura Chavín.
Civilização pré-incaica viveu de 900 a 200 a.C. na região de Lambayeque.

Da France Presse

 

Vestígios de templo de 3 mil anos usado para adorar deuses da cultura pré-incaica Chavín, na região de Lambayeque, 750 km ao norte de Lima (Foto: Ministry of Culture/AFP) 
Arqueólogos encontraram vestígios de templo de 3 mil anos usado para adorar deuses da cultura pré-incaica Chavín, na região de Lambayeque, 750 km ao norte de Lima, no Peru (Foto: Peruvian Ministry of Culture/AFP)
 
Arqueólogos peruanos descobriram um templo cerimonial de 3 mil anos que era usado para prestar culto aos deuses da cultura pré-incaica Chavín (900-200 a.C.), na região de Lambayeque, no norte do país, informou o diretor do projeto, Walter Alva.

"Descobrimos um templo cerimonial de 3 mil anos que servia como recinto secreto onde os sacerdotes celebravam cultos a seus deuses", disse Alva à AFP.

O "Oráculo de Congona" – descoberto há um mês na comunidade rural de Congona, distrito de Cañaris, a 2.800 metros de altitude – tem plataformas perfeitamente construídas com um sistema de câmaras subterrâneas onde há figuras de serpentes, felinos e aves.

"É um santuário estrategicamente situado na parte alta de um vale agrícola. Estamos falando de estruturas muito bem talhadas, onde se adivinhava o destino dos antigos habitantes", disse Alva.

O arqueólogo contou, ainda, que foram encontrados dois monólitos em forma de coluna cilíndrica e talhados com desenhos de felinos pela civilização Chavín.


Desenho em rocha no templo (Foto: Peruvian Ministry of Culture/AFP)Desenho em rocha no templo da cultura pré-incaica
Chavín (Foto: Peruvian Ministry of Culture/AFP)
 
 
O arqueólogo disse que, após esse achado, acredita-se que cada vale da região tenha na parte alta um templo dedicado ao culto da água e da fertilidade.

"A descoberta comprova que a cultura Chavín se expandiu até zonas muito afastadas", acrescentou.

Essa civilização teve seu centro de desenvolvimento no distrito de Chavín de Huántar, localizado na região centro-norte de Ancash. Hoje, o local virou um sítio arqueológico de 15 hectares.

Os habitantes dessa cultura se espalharam por grande parte da região andina que vai do norte do Peru até os departamentos (estados) de Lambayeque e Cajamarca e, ao sul, até os departamentos de Ica e Ayacucho.

Descoberto há um mês, templo fica na comunidade rural de Congona, distrito de Cañaris (Foto: Peruvian Ministry of Culture/AFP) 
Descoberto há um mês, templo peruano de civilização pré-incaica fica na comunidade rural de Congona, distrito de Cañaris (Foto: Peruvian Ministry of Culture/AFP)
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Detalhe de rocha do templo (Foto: Peruvian Ministry of Culture/AFP) 
Detalhe de desenho esculpido em rocha de templo milenar no Peru
 (Foto: Peruvian Ministry of Culture/AFP)
 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Crânio deformado de mais de mil anos é encontrado na França

Deformação é intencional e associada com grupo de origem centro-asiática.
Trata-se da cabeça de um adolescente da elite.

Do G1, em São Paulo

Crânio deformado do começo do século V é achado na França (Foto: FREDERICK FLORIN / AFP) 
Crânio deformado do século V é achado na França (Foto: FREDERICK FLORIN / AFP)
 
Um levantamento arqueológico numa área da Alsácia, na França, que será destinada a instalações industriais, revelou, entre inúmeros objetos de épocas diversas, um crânio deformado em um cemitério do período merovíngio, que durou do século V ao VIII. Segundo a agência AFP, o achado é do começo desse período (século V). Trata-se da cabeça de um adolescente da elite da sociedade de origem bárbara que habitava aquela região na época.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (Inrap, na sigla em francês), a deformação do crânio, feita intencionalmente para dar distinção social, é associada com os hunos, grupo de origem centro-asiática que se instalou na Europa. Para alterar o formato do crânio, ele é pressionado com placas fixas ao seu redor desde a infância.


Pesquisadora de instituto de arqueologia francês trabalha no crânio deformado encontrado (Foto: FREDERICK FLORIN / AFP) 
Pesquisadora de instituto de arqueologia francês trabalha no crânio deformado
 (Foto: FREDERICK FLORIN / AFP)
 

Arqueólogos encontram duas múmias na região urbana de Lima

Cemitério estava em pirâmide pré-inca de bairro da capital do Peru.
Na tumba foram encontrados ainda restos de porquinhos da índia.

Da France Presse

Urna funerária com múmia que foi encontrada em sítio arqueológico de Lima, no Peru (Foto: Mariana Bazo/Reuters) 
Urna funerária com múmia que foi encontrada em sítio arqueológico de Lima, no Peru
 (Foto: Mariana Bazo/Reuters)
 
Duas múmias pré-colombianas, de um adulto e de uma criança, com mais de mil anos foram encontradas no cemitério de uma pirâmide pré-inca em um bairro residencial de Lima. Segundo arqueólogos envolvidos na pesquisa, trata-se de uma das descobertas mais importantes em mais de três décadas de escavações, já que as múmias estão intactas.

Os restos mortais foram achados há cinco dias, quando apareceram os primeiros sinais de uma tumba na região de Miraflores, bairro residencial da capital peruana. As múmias estavam no topo das ruínas de uma das pirâmides com 20 metros de altura, que fazem parte do complexo religioso de Huaca Pucllana. Huaca é uma palavra na língua quéchua, usada por povos antigos sul-americanos, que designa locais religiosos

Segundo Gladys Paz, arqueóloga encarregada da área onde foram encontrados os fardos funerários, a tumba onde foram encontradas as múmias não foi saqueada, continua com oferendas e acompanhante sacrificado, afirmou, em relação à criança encontrada ao lado do adulto.

"A importância da tumba consiste no fato de ser a terceira descoberta intacta entre as mais de 70 tumbas escavadas desde 1981", quando se iniciou o projeto de pesquisa da Huaca Pucllana, um templo erguido em seis hectares de terreno, entre os anos 100 e 600 da era cristã.

Em 2010 foi encontrada a tumba de uma mulher sepultada, acompanhada por quatro crianças, e em 2008, a múmia de uma menina de 13 anos.
Arqueólogo trabalha na limpeza dos restos mortais encontrado em Lima, no Peru (Foto: Mariana Bazo/Reuters)Arqueólogo trabalha na limpeza dos restos mortais
encontrado em Lima, no Peru (Foto: Mariana Bazo/Reuters)
 
Múmias serão analisadas
Os dois fardos recentes não tinham sido abertos e ainda permaneciam no local onde foram descobertos, de onde serão levados a um laboratório para determinar nos próximos quatro a seis meses o sexo e a idade de cada indivíduo.

Na tumba também foram encontradas sete vasilhas de mate, doze bolsas de tecido e restos de três porquinhos da índia, cuja carne é muito apreciada no Peru. "O cemitério fica na sexta plataforma da pirâmide', disse a arqueóloga.

A pirâmide foi construída durante o período da cultura pré-hispânica Wari, entre os anos 800 e 1000, segundo a diretora do projeto, Isabel Flores. "Os waris demonstraram seu domínio enterrando seus mortos nos muros que a cultura Lima tinha construído séculos antes", explicou Flores, citada pelo jornal "El Comercio".

Em Lima existem cerca de 350 huacas pré-hispânicas, sendo que a maioria se mistura com prédios e casas, dando à cidade alguns poucos toques de seus antepassados pré-hispânicos.

Complexo arqueológico que fica no bairro de Miraflores, em Lima. (Foto: Mariana Bazo/Reuters) 
Complexo arqueológico que fica no bairro de Miraflores, em Lima. (Foto: Mariana Bazo/Reuters)

Arqueólogos recuperam 5 canhões de navio do pirata 'Barba Negra'

Peças de artilharia estavam nos destroços do Queen Anne's Revenge.
Embarcação afundou na costa da Carolina do Norte, nos EUA, em 1718.

Da France Presse

Membros da Guarda Costeira dos EUA erguem canhão de navio naufragado na costa da Carolina do Norte (Foto:  Karen A. Blum/NCDCR/AFP) 
Membros da Guarda Costeira americana erguem um dos canhões recuperados de navio naufragado em 1718 na costa da Carolina do Norte (Foto: Karen A. Blum/NCDCR/AFP)
 
 
Cinco canhões de um navio que naufragou sob o comando do lendário pirata "Barba Negra" foram recuperados por arqueólogos americanos, confirmaram fontes oficiais nesta quarta-feira (30). Segundo funcionários do governo, essas peças de artilharia foram retiradas na segunda-feira (28) dos destroços do navio Queen Anne's Revenge, que afundou na costa da Carolina do Norte.

Os canhões foram escavados por uma equipe vinculada ao Departamento de Recursos Culturais do estado. Quatro deles pesavam entre 900 e 1.360 quilos.

O diretor do projeto, Billy Ray Morris, disse acreditar que o maior dos canhões tenha sido feito na Suécia.
"Acreditamos que o maior canhão possa ser de origem sueca porque outro recuperado com esse tamanho era feito na Suécia", afirmou Morris.

"Também esperamos recuperar duas grandes concreções (rochas sedimentares), cada uma com o tamanho de um beliche. Elas podem conter arcos de barril, balas de canhão e outros tesouros", acrescentou.

Até agora, as autoridades da Carolina do Norte recuperaram cerca de 280 mil artefatos do local. "Barba Negra", que tinha como nome verdadeiro Edward Teach, ganhou fama no início do século XVIII, quando aterrorizava os exploradores que seguiam pelas colônias do Caribe e dos EUA.

O pirata morreu em uma batalha com forças britânicas no fim de 1718. Descoberto em 1996, o navio Queen Anne's Revenge foi encalhado de propósito no mesmo ano da morte de "Barba Negra".

Especialistas fazem mapeamento de túneis subterrâneos da Roma Antiga

Exploração foi feita com a ajuda de robôs por controle remoto e GPS.
Arqueólogos acessaram 11 aquedutos que abasteciam a Roma Antiga.

Da AFP

 

Um espeleo-arqueólogo atravessa trecho do túnel do Acqua Claudia; especialistas fizeram mapeamento dos aquedutos da Roma Antiga.  (Foto: AFP Photo/Filippo Monteforte) 
Um espeleo-arqueólogo atravessa trecho do túnel do Acqua Claudia; especialistas fizeram mapeamento dos aquedutos da Roma Antiga. (Foto: AFP Photo/Filippo Monteforte)
 
Equipados com medidores de distância a laser, GPS e robôs por controle remoto, um grupo de espeleólogos (especialistas em cavernas) está concluindo o primeiro mapeamento dos aquedutos da Roma Antiga, que consideram ser a "última fronteira" da arqueologia.

Amarrados a cordas, eles desceram por poços de acesso e escalaram fendas para acessar os 11 aquedutos que abasteciam Roma, um labirinto que ainda corre por centenas de quilômetros no subsolo e ao longo de viadutos impressionantes.

A missão destes especialistas é atualizar o mais recente mapa superficial da rede, compilado no começo do século 20 pelo arqueólogo britânico Thomas Ashby.

Enquanto atravessava um trecho do túnel perfeitamente preservado do Acqua Claudia, no terreno de um convento franciscano em Vicovaro, perto de Roma, Alfonso Diaz Boj disse se sentir "orgulhoso" do estudo.

"Ele combina o que foi o nascimento da arqueologia como ciência com os mais recentes instrumentos disponíveis", prosseguiu Diaz Boj, que faz parte do grupo Sotterranei di Roma (Subterrâneos de Roma), usando capacete com lanterna.

Marcas de picareta dos escavadores romanos ainda podem ser vistas no calcário do túnel concluído em 38 d.C, sob o domínio do imperador Cláudio e uma camada de calcificação a cerca de um metro do chão mostra aonde o nível da água pode ter chegado.

"Estes aquedutos podem não ser tão bonitos quanto uma estátua ou algumas obras de arquitetura, mas creio que são muito importantes, são muito belos", afirmou.

Os antigos canais eram verdadeiras proezas de engenharia, dependendo unicamente da gravidade para assegurar o fluxo d'água, e podem ser vistos por todo o antigo Império Romano, que se estendeu da Alemanha ao norte da África.
Com a ajuda de cordas, um pesquisador desce para túnel. (Foto: AFP Photo/Filippo Monteforte)Com a ajuda de cordas, um pesquisador desce para
túnel. (Foto: AFP Photo/Filippo Monteforte)
 
 
A fronteira final
Sua importância estratégica é reforçada pelo fato de que Roma tinha um magistrado especial para supervisionar sua manutenção e que os visigodos os interromperam quando montaram o cerco à cidade.
O Acqua Claudia se estende por 87 quilômetros, das Montanhas Simbruini ao coração de Roma, e fornecia 2.200 litros d'água por segundo.
Apenas um dos aquedutos ainda funciona - o Acqua Vergine - e pode ser acessado em vários locais escondidos perto de Roma, incluindo uma entrada perto da Vila Médici, que leva a uma escadaria em espiral até o nível da água.
O Acqua Vergine tem um total de 20 quilômetros de extensão e termina na Fontana de Trevi, fotografada todos os dias por multidões de turistas.
"A Roma subterrânea é a última fronteira", afirmou Riccardo Paolucci, outro explorador, enquanto examinava um viaduto em um vale perto de Vicovaro, que levava a água para mais longe, na direção da cidade.

"A água era um serviço fundamental para a higiene. Em uma cidade como Roma, que tinha um milhão de habitantes, havia muito poucas epidemias", afirmou.

"Havia um conceito de serviço para o povo, para a cidade. É um conceito-chave que talvez faça falta não apenas na Roma moderna, mas também globalmente", continuou.

Diaz, Paolucci e os outros do Sotterranei di Roma trabalham em conjunto com a autoridade arqueológica romana, ajudando-a a entender o que pode ser visto na superfície do que está abaixo e inacessível, sem a necessidade de um equipamento especializado.

"Nós somos o que somos por causa do que temos dentro de nós, e Roma é o que é por causa do que está embaixo dela", afirmou Paolucci, um espeleólogo que também é chamado em incidentes de emergência ou sempre que um buraco de escoamento se abre na cidade.

O grupo também organiza visitas guiadas e cursos, inclusive um sobre aquedutos com início previsto para o próximo mês e que está ganhando fama internacional. Seus integrantes também foram incumbidos de mapear os vestígios subterrâneos da antiga Éfeso, na atual Turquia.

Seu estudo dos aquedutos se baseia em um mapa feito por Ashby, que foi diretor da Escola Britânica de arqueologia em Roma, entre 1906 e 1925.

A assinatura de Ashby pode ser vista na parede de um setor do aqueduto Acqua Marcia, que também passa por Vicovaro, ao lado de grafites e poemas do século XVII, deixados por visitantes que caminharam pelos antigos canais.

"Os mapas de Ashby estavam à frente de seu tempo", disse Diaz. "Ele buscava os vilarejos, as tratorias locais, falava com fazendeiros, caçadores. Ele descobriu o que descobriu graças ao conhecimento local", afirmou. ''É uma técnica que usamos até hoje", emendou.

Exploração teve o objetivo de realizar um mapa completo dos aquedutos da Roma Antiga. (Foto: AFP Photo/Filippo Monteforte) 
Exploração teve o objetivo de realizar um mapa completo dos aquedutos da Roma Antiga. 
(Foto: AFP Photo/Filippo Monteforte)
 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Uma carruagem trácia com 2500 anos

Arqueólogos na Bulgária descobriram uma carruagem com 2500 anos.

Os investigadores acreditam que a carruagem foi enterrada com os cavalos.

Foram encontrados esqueletos no mesmo local.

As escavações decorrem no túmulo de Svechtari, no nordeste do país, num sítio classificado pela Unesco como património mundial da humanidade.

A carruagem é o objeto mais antigo desenterrado na região que foi habitada por uma tribo trácia.

A descoberta fornece informações preciosas sobre os ritos funerárias desse povo.

A arqueóloga Diana Gergova dirige a equipa de investigadores.

A carruagem data das últimas décadas do século IV antes de Cristo no tempo em que a dinastia dos Getas atinge o apogeu e em que este conjunto fantástico de aterros eram construídos para enterrar dirigentes getas,”, explicou a arqueóloga búlgara.

Os trácios são um povo indo-europeu que habitava a Trácia, região do sudeste da Europa que hoje corresponde à Grécia, à Turquia e à Bulgária.

O povo trácio estava divido em várias tribos e viveu também noutras partes da Europa, nomeadamente, na Roménia, na Moldávia e no sul da Rússia.

Na Croácia, perto de Zadar, no mar Adriático, os arqueólogos exploram os navios afundados dos antigos Liburnos, da tribo Ilíria.

Esse povo viveu na região pelo menos desde o século IX AC, muito antes da chegada dos romanos.

Os arqueólogos encontraram centenas de vestígios, nomeadamente azeitonas e pedaços de corda que sobreviveram ao tempo e aos estragos do sol e do mar. Os vestígios deverão ser agora submetidos a testes de ADN.


euronews.pt

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Museu no Egito expõe tesouros roubados durante revolução de 2011

Mostra 'Destruição e restauração' reúne 29 objetos, incluindo 11 devolvidos.
Dos 54 itens roubados em protestos, apenas 25 foram achados até agora.

Da France Presse
 
Estátua da 18ª dinastia mostra o rei Tutankhamon em pé sobre barco de papiro em exposição no Museu Egípcio, no Cairo (Foto: Mahmoud Khaled/AFP) 
Estátua da 18ª dinastia mostra o faraó Tutancâmon em pé sobre barco de papiro em exposição no Museu Egípcio, no Cairo, na segunda-feira (30) (Foto: Mahmoud Khaled/AFP)
 
Uma exposição de objetos de arte recuperados durante a revolução egípcia de 2011 abriu suas portas nesta segunda-feira (30), no Cairo. Intitulada "Destruição e restauração", a mostra reúne 29 objetos, incluindo 11 que haviam sido roubados em 28 de janeiro de 2011 do Museu Egípcio, perto da Praça Tahrir, quando manifestantes exigindo a renúncia de Hosni Mubarak invadiram o prédio.

Os outros 18 itens permaneceram no museu, mas foram danificados ou destruídos por saqueadores antes de serem pacientemente restaurados.

Entre as peças expostas, estão três estátuas de valor inestimável da época do faraó Tutancâmon, incluindo uma em ouro representando-o a bordo de um barco, pescando no Rio Nilo.

Uma múmia, cuja cabeça foi arrancada durante os saques, também será exibida. Os restauradores foram capazes de ligar a cabeça ao corpo, usando técnicas do tempo dos faraós.

Um total de 54 objetos foi roubado do Museu Egípcio na época das manifestações, principalmente tesouros que datam do reinado dos faraóes Aquenáton e Tutancâmon. Apenas 25 foram encontrados até o momento.

O ministro das Antiguidades do país, Mohammed Ibrahim, declarou na segunda-feira que nenhum dos itens roubados havia saído do Egito e que as autoridades estavam procurando por eles.

Múmia de uma criança chamada Amenhotep é exibida no Museu Egípcio, no Cairo (Foto: Mahmoud Khaled/AFP) 
Múmia de uma criança chamada Amenhotep é exibida no Museu Egípcio 
(Foto: Mahmoud Khaled/AFP)
 
Artefatos faraônicas fazem parte da mostra 'Destruição e restauração', no Cairo (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters) 
Artefatos faraônicas fazem parte da mostra 'Destruição e restauração'
 (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
 
Exposição com 29 objetos inclui 11 que haviam sido roubados em 28 de janeiro de 2011  (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters) 
Exposição com 29 objetos inclui 11 roubados em janeiro de 2011
 (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)
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Estátuas de arqueiros da antiga região da Núbia, hoje dividida entre Egito e Sudão (Foto: Mahmoud Khaled/AFP) 
Estátuas de arqueiros da antiga região da Núbia, hoje dividida entre Egito e Sudão
 (Foto: Mahmoud Khaled/AFP)
 
Sarcófagos e múmias dos tempos dos faraós egípcios são expostos em museu (Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters) 
Sarcófagos e múmias dos tempos dos faraós egípcios são expostos em museu
(Foto: Mohamed Abd El Ghany/Reuters)

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Arqueólogos acham tesouros do Império nas obras do metrô

Em escavações na Leopoldina, 200 mil objetos, alguns do século XVII.
Entre os achados, está uma escova de dente que pode ter sido de Pedro II.

Do G1 Rio
 
Uma escova de dentes que pode ter pertencido a Dom Pedro II é achada em obras de expansão do Metrô do Rio (Foto: Pilar Olivares/Reuters) 
Uma escova de dentes que pode ter pertencido a Dom Pedro II é achada em obras de expansão do Metrô do Rio (Foto: Pilar Olivares/Reuters)
 
Um tesouro arqueológico foi achado nas escavações de um terreno, no Centro do Rio, nas obras do metrô. 

Entre peças inteiras e alguns fragmentos, são mais de 200 mil objetos, alguns do século XVII, informou o Metrô Rio. Os arqueólogos descobriram porcelanas e recipientes de vidro, alguns ainda com líquidos dentro, itens de higiene pessoal e até joias de ouro. Na época, não existia coleta de lixo e muitos objetos eram enterrados nos quintais das casas. 

A quantidade e qualidade do material encontrado são impressionantes”, afirmou Cláudio Prado de Mello, arqueólogo responsável pelo trabalho de pesquisa no local.

Esse tesouro todo estava na área da Leopoldina, nas obras da Linha 4 do metrô (Barra da Tijuca – Ipanema)

Alguns objetos, segundo os arqueólogos, pertenceram à Família Real portuguesa, como uma escova de dente bem acabada que traz a inscrição com o nome do imperador. Na escova de marfim está a inscrição em francês: "S M L’EMPEREUR DU BRESIL" (Sua majestade, o imperador do Brasil). Segundo o arqueólogo, ela pode ter pertencido a Dom Pedro II ou outro membro da Família Real portuguesa, que vivia ali perto, em São Cristóvão.

Além da inscrição, a tese é reforçada não só pela proximidade da região com o Palácio da Quinta da Boa Vista, mas também pelo fato de a história mostrar que a região da atual Leopoldina servia como local de descarte de resíduos provenientes do Palácio Imperial. Há ainda canecas com o brasão da família real, frascos de perfume e joias dos nobres da época do Império.

“Entre 50 centímetros e 2,5 metros da superfície encontramos peças de louça, vidro, porcelana, couro e até ouro. Com este trabalho, iniciado em março, é possível reconstituir o passado de toda essa região”, diz Cláudio.

Outros mostram curiosidades, como um vidro de desodorante, que na época era chamado de "anti-catinga", nome que aparece gravado no frasco. Os itens encontrados serão analisados e catalogados.

"A gente até tinha a ideia de encontrar um sítio arqueológico, só que ninguém imaginava que ia encontrar um sítio com essa complexidade e riqueza. E que poderia permitir reconstituir e resgatar o passado de gerações e gerações de brasileiros e estrangeiros a partir do que eles deixaram como resíduo", disse o arqueólogo.

As peças foram encontradas no terreno da Avenida Francisco Bicalho, ao lado da antiga estação de trens da Leopoldina, onde foi instalada a fábrica de anéis de concreto que serão utilizadas pelo Tatuzão, equipamento que vai escavar os túneis da Linha 4 do Metrô entre Ipanema e Gávea. O Metrô Rio informou que a equipe de arqueologia acompanha a execução das obras da Linha 4 para o caso de aparecer algum material durante as escavações. No entanto, na Leopoldina o serviço foi intensificado, pois já se tinha notícia da existência do sítio arqueológico.


Peça de cerâmica é exibida; vários objetos foram encontrados durante obra do Metrô do Rio (Foto: Pilar Olivares/Reuters) 
Peça de cerâmica é exibida; vários objetos foram encontrados durante obra do Metrô do Rio (Foto: Pilar Olivares/Reuters)
 
Arqueólogo Claudio Prado de Mello limpa peça de cerâmica encontrada durante obras de expansão do Metrô do Rio (Foto: Pilar Olivares/Reuters) 
Arqueólogo Claudio Prado de Mello limpa peça de cerâmica encontrada durante obras de expansão do Metrô do Rio (Foto: Pilar Olivares/Reuters)

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