sábado, 23 de junho de 2018

Descoberta arqueológica em Minas Gerais revela práticas funerárias pré-históricas no Brasil


Esqueleto em sítio arqueológicoDireito de imagemANDRÉ STRAUSS
Image captionOs esqueletos encontrados na Lapa do Santo indicam que os povos que viviam ali eram muito mais complexos do que se imaginava
A descoberta de 39 esqueletos humanos, com idades entre 8 mil e 11 mil anos na região metropolitana de Belo Horizonte, está ajudando a redefinir o que se sabia sobre os primeiros brasileiros. O achado ocorreu na Lapa do Santo, uma pequena caverna no município de Lagoa Santa.
São os ossos mais antigos do Brasil e revelam que, ao contrário do que se pensava até agora, os povos que viviam no local naquela época eram complexos e tinham práticas funerárias altamente elaboradas.
A novidade é resultado do projeto Morte e vida na Lapa do Santo: uma biografia arqueológica dos povos de Luzia, coordenado pelos pesquisadores André Strauss, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), e Rodrigo de Oliveira, do Instituto de Biociências (IB), ambos da Universidade de São Paulo (USP).
É um trabalho de pesquisa interdisciplinar, que tem como objetivo caracterizar como viviam as populações que estavam no Brasil central durante o Holoceno Inicial (Holoceno é o período geológico que começou há 11.500 anos e se estende até o presente)
De acordo com Strauss, os esqueletos descobertos eram de idosos, crianças, homens e mulheres. "Todos tinham sinais de rituais mortuários", revela.
"Alguns estavam queimados, outros pintados de vermelho e alguns combinavam crânios de crianças com corpos de adultos, ou dentes de uma pessoa com a arcada de outra. O que chamou a atenção também é que esses sinais variavam dependendo da idade arqueológica dos ossos. Isso pode significar que os povos que habitavam a região alteraram sua forma de tratar os corpos dos mortos ao longo do tempo. Essa descoberta é inédita na arqueologia brasileira."

Os primeiros americanos

Técnico limpa esqueleto em sítio arqueológicoDireito de imagemANDRÉ STRAUSS
Image captionA região tem dezenas de sítios arqueológicos que vêm sendo escavados e pesquisados desde 1843
A região onde trabalham os arqueólogos, Lagoa Santa, está entre as mais ricas em restos de culturas pré-históricas do Brasil. Ali, dezenas de sítios arqueológicos vêm sendo escavados e pesquisados desde 1843, quando o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880), considerado o pai da paleontologia brasileira, descobriu ossadas humanas misturadas com as de animais já extintos. Desde então, centenas de crânios e outros ossos humanos foram desenterrados do local.
Entre eles, o mais antigo de que se tem registro no Brasil, com 11.300 anos, descoberto em 1974, pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, no sítio chamado Lapa Vermelha 4.
Como era de um indivíduo do sexo feminino, o esqueleto foi batizado de Luzia pelo bioantropólogo Walter Alves Neves, também da USP, que foi orientador de Strauss e Oliveira, que agora dão continuidade ao seu trabalho.
Em 1995, ele fez medidas antropométricas do crânio, que mostraram que Luzia tinha mais a ver com os africanos do que com os índios atuais.
Com base nisso e em outras descobertas, ele elaborou sua hipótese para a ocupação das Américas, apresentada no livro O povo de Luzia - em busca dos primeiros americanos, em coautoria com o geógrafo Luís Beethoven Piló.
A hipótese propõe que os primeiros americanos chegaram ao continente em duas levas migratórias, uma há 14 mil anos e a segunda há 11 mil, vindas da Ásia pelo estreito de Bering. A primeira seria composta por uma população com traços semelhante aos dos africanos e aborígenes australianos. A segunda era de indivíduos parecidos com asiáticos e índios americanos atuais.
Ao longo do tempo, os dois povos se miscigenaram no novo mundo.
Para outros estudiosos, no entanto, os indígenas atuais ou ameríndios e os primeiros que chegaram à região de Lagoa Santa fazem parte de um mesmo tipo, cujas diferenças morfológicas podem ser explicadas pela variabilidade natural que existe dentro de qualquer população. A pesquisas de Strauss e Oliveira poderão ajudar a elucidar a questão.
Segundo Strauss, o projeto segue em pleno andamento com a escavação da Lapa do Santo e a análise do material encontrado. "Isso inclui estudos morfológicos, de microvestígios, isótopos, datação, antropologia virtual, micromorfologia e DNA", conta.
"Até o momento, nossos estudos não dialogam diretamente com o tema dos primeiros americanos. Quando sair o resultado do DNA poderemos determinar se o modelo dos dois componentes está correto ou não."
Arqueólogos trabalham em sítioDireito de imagemANDRÉ STRAUSS
Image captionAs escavações realizadas até agora já revelaram vários aspectos dos grupos, desconhecidos até agora

Práticas funerárias surpreendentes

As escavações realizadas até agora já revelaram, no entanto, vários aspectos dos grupos que eram desconhecidos até agora. "Apesar das centenas de esqueletos exumados em Lagoa Santa em quase dois séculos de pesquisa, muito pouco foi discutido em relação às práticas funerárias na região", diz Strauss.
"De acordo com as poucas descrições disponíveis na literatura, elas sempre foram caracterizadas como simples e homogêneas, incluindo apenas enterros primários de um único indivíduo e sem nenhum tipo de acompanhamento funerário."
As descobertas de Strauss e Oliveira mudam radicalmente esse quadro. De acordo com eles, os sepultamentos da Lapa do Santo tinham uma alta variabilidade, o que contradiz a visão tradicional sobre as práticas mortuárias na região.
"Além dessa retificação histórica, a diversidade delas no local ganha relevância, porque contraria a homogeneidade de outros componentes do sítio, tais como os artefatos de pedra, os remanescentes faunísticos, a morfologia craniana e a própria composição da matriz sedimentar."
Segundo Strauss, os sepultamentos também permitem inferir que ao longo do Holoceno Inicial grupos distintos que, possivelmente, não se reconheciam como parte de um mesmo povo habitaram a região. "Na ausência de mais datações diretas para os esqueletos, não é possível descartar a hipótese de que, em um mesmo momento, diferentes povos tenham ocupado a região", acrescenta.
Simplificando, ele diz que é possível que, durante o Holoceno Inicial, não tenha existido "um único 'povo de Luzia'", expressão cunhada por Walter Neves para se referir aos grupos humanos que habitaram a região de Lagoa Santa na época, "mas sim muitos 'povos' e muitas 'Luzias', cada um único em suas idiossincrasias simbólicas, culturais e, por que não, linguísticas".

"Assim, o registro funerário da Lapa do Santo contribui para retratar uma pré-história plural e dinâmica, onde a diversidade é a regra e elemento interpretativo fundamental", diz.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Arqueólogos descobrem novos geóglifos perto de Linhas de Nazca no Peru...

Usando drones, arqueólogos descobriram mais de 25 geóglifos entalhados em uma área do deserto costeiro do sul do Peru perto das Linhas de Nazca, disse uma autoridade do Ministério da Cultura na segunda-feira.

 Divulgacão/Ministér... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/reuters/2018/05/29/arqueologos-descobrem-novos-geoglifos-perto-de-linhas-de-nazca-no-peru.htm?cmpid

sábado, 14 de abril de 2018

Pedras fundamentais de Stonehenge estavam lá antes da Humanidade existir

Segundo arqueólogo, a localização do monumento não foi escolhida ao acaso, mas por um fenômeno naquela posição específica.


Feito em algum ponto entre 5 mil e 4 mil anos atrás, Stonehenge é desses lugares com uma aura de mistério. Como pedras de até 50 toneladas foram carregadas para lá, de uma pedreira a 30 km de distância, como foram empilhadas e por quê?
Essas perguntas tem respostas hipotéticas (veja ao final). Mas uma outra acaba de ser respondida a contento: por que foi feito onde foi? E não, digamos, convenientemente perto das pedreiras?
O arqueológo independente Mike Pitts, que fez extensas escavações no local no fim dos anos 70, acaba de publicar um estudo que, acredita, responde a isso. Numa longa matéria no Journal of British Archaeology("Journal de Arqueologia Britâniica), argumenta  que as partes mais fundamentais de Stonhenge sempre estiveram lá. 
Ao lado das chamadas Pedra do Calcanhar e a Pedra 16, havia indícios de covas naturais. O que, segundo ele, indica o local onde as pedras estavam originalmente, por possivelmente muitos milhões de anos. Elas simplesmente foram escavadas e levantadas numa nova posição. 
As duas pedras projetam uma sombra alinhada ao centro do monumento nos solstícios de verão e inverno. Como essas sombras parecem ter sido absolutamente fundamentais no funcionamento do monumento, a ideia é que as pessoas do neolítico notaram isso, as tornaram um ponto de reverência, e o monumento surgiu em volta delas. A Pedra do Calcanhar, inclusive, não foi trabalhada, mas mantida ao natural.
Pitts afirma que não tem certeza absoluta de que sejam essas duas pedras as que estavam nas covas — testes químicos serão necessários para provar que elas não vieram da mesma pedreira que as outras, ou que não há outras pedras originais. Mas se mantém firme na teoria de que já havia algo no local de Stonehenge antes de Stonehenge. 
"Nada disso quer dizer que Stonehenge é uma criação mesolítica, de caçadores-coletores, e não povos agrícolas", afirma Pitts em seu blog. "Stonehenge em si continua, pelas evidências atuais, sendo algo que começou por volta do ano 3000 a.C. O que estou sugerindo é que, quando isso aconteceu, o local já estava atraindo as pessoas por provavelmente uma variedade de razões."
Assim como as pirâmides, Stonehenge não é um mistério tão grande assim. Testes práticos confirmaram algumas hipóteses principais, de que era possível, sim, fazê-lo com tecnologia neolítica. O mais aceito é que as pedras foram levadas com trenós ou troncos, empilhadas através de cordas, hastes e rampas, e o local era um templo com significado astronômico ligado ao solstício de inverno — um sentido que, de acordo com uma teoria mais recente, pode ser até sexual.
Na ilustração do arqueólogo, a Pedra do Calcanhar (heelstone) aparece no canto superior direito, a Pedra 16 (Stone 16), no inferior esquerdo. Borrões vermelhos indicam as covas Mike Pitts

Fábio Marton

Mais de 50 geoglifos são descobertos em deserto de Nazca, no Peru

Com drones e imagens de satélite, arqueólogos peruanos descobriram mais de meia centena de misteriosas linhas e geoglifos no deserto de Nazca, Peru, com mais de 2000 anos de antiguidade.

"Identificamos novos geoglifos, no total estamos falando de uns 15 a 20 grupos de figuras, que se identificamos individualmente estamos falando de entre 50 e 60 figuras novas", disse à AFP o arqueólogo Johny Isla, um dos responsáveis pela descoberta, junto com seu colega Luis Jaime Castillo.

As novas linhas teriam sido traçadas antes das famosas linhas de Nazca e estão situadas nas colinas que circundam os valles de Palpa, longe de onde estão localizadas as de Nazca mas na mesma região costeira de Ica, sul do Peru.

A descoberta compreende figuras humanas, aves e felinos, que com o passar do tempo e os ventos na zona se tornaram imperceptíveis para o olho humano no nível da superfície.
"Estes geoglifos são mais antigos que os da cultura Nazca. Pertencem às culturas Paracas e Topará, que são bastante desconhecidas", afirmou Isla.
A descoberta foi publicada na última edição da revista National Geographic.

"A maioria destas figuras é de guerreiros", afirmou Castillo, partidário do uso de drones para tarefas arqueológicas, citado na revista.
"Estes podiam ser vistos a partir de certa distância, de modo que as pessoas os haviam visto, mas com o tempo ficaram completamente apagados", acrescentou.
Segundo os pesquisadores peruanos, que contaram com o apoio de colegas americanos do projeto GlobalXplorer, algumas das imagens descobertas poderiam remontar a um período que abarca entre os anos 500 a 200 antes da era cristã. Os arqueólogos estão convencidos, no entanto, de que os geoglifos foram feitos durante a civilização da cultura Nazca, cujos habitantes ocuparam a zona do anos 200 ao 700 da era cristã.
As famosas linhas de Nazca, reconhecidas como Patrimônio da Humanidade, são geoglifos de mais de 2.000 anos de antiguidade com figuras geométricas e de animais, que só podem ser apreciadas a partir do céu. Seu significado real é um enigma: alguns pesquisadores as consideram um observatório astronômico, outros um calendário.

AFP/WWW.GLOBO.COM

quarta-feira, 21 de junho de 2017

E’ il solstizio d'estate, il giorno più lungo dell’anno

Redazione ANSA  
Il caldo è scoppiato da giorni, ma adesso si può dare ufficialmente il benvenuto all'estate: il 21 giugno infatti è il solstizio d'estate, che è anche il giorno più lungo dell'anno, con oltre 15 ore di luce. Il solstizio è scattato poco dopo l'alba, alle 06,24, italiane. In quel momento ''il Sole ha raggiunto la sua massima distanza angolare a Nord dall'equatore celeste, che è la proiezione in cielo di quello della Terra'', ha spiegato l'astrofisico Gianluca Masi, responsabile del Virtual Telescope.


 Una conseguenza del solstizio estivo, ha osservato Masi,''è che la durata della porzione diurna del giorno sarà massima per il nostro emisfero. A Roma, ad esempio, il Sole è sorto alle 5,34 e tramonterà alle 20,48, restando al di sopra dell'orizzonte per quasi 15 ore e 14 minuti. Naturalmente, per l'emisfero australe questo giorno segna il solstizio invernale''.
Il termine solstizio, ha proseguito, deriva dal comportamento del Sole nel cielo e viene dal  termine latino solstitium, composto da sol-, Sole, e sistere, fermarsi. ''Proprio in questa data - ha detto - il Sole sembra infatti fermare la sua ascesa, per poi iniziare a riavvicinarsi all'equatore celeste, dapprima impercettibilmente, poi sempre più rapidamente, fino all'equinozio d'autunno''.

A descoberta arqueológica que pôs fim a antigo mito sobre 'cidade de gigantes' na Etiópia

Da BBC

Mesquita de HarlaaDireito de imagemPROF TIM INSOLL, UNIVERSITY OF EXETER
Image captionRuínas da mesquisa do século 12
Arqueólogos descobriram uma cidade "perdida" há mil anos na Etiópia, que, por ter paredes construídas com blocos exageradamente grandes, deu origem ao mito de que gigantes viviam na região.
Além das ruínas, os pesquisadores encontraram vários artefatos vindos de outras regiões do mundo - como Egito, Índia e China. Segundo os arqueólogos, a cidade era um importante e vibrante polo de comércio internacional.
Os especialistas não encontraram evidências que comprovassem o mito da "cidade de gigantes".
"Nós refutamos isto, mas não temos certeza de que eles (a população local) acreditam em nós", comentou arqueólogo-chefe da expedição, Timothy Insoll, professor da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha.
Os pesquisadores também descobriram uma mesquita do século 12, semelhante às encontradas na Tanzânia e Somália. Isso, segundo eles, comprova que as diferentes comunidades islâmicas na África se comunicavam.
A equipe ainda encontrou joias e artefatos de Madagascar, das Maldivas, Iêmen e China. Isso porque, segundo Insoll, Harlaa era um centro "rico e cosmopolita" de fabricação de joias.
"Os moradores de Harlaa faziam parte de uma comunidade misturada de estrangeiros e locais que realizavam comércio com outras populações do Mar Vermelho, Oceano Índico e possivelmente até do Golfo Árabe", explicou o pesquisador.
"Esta descoberta revoluciona nossa compreensão sobre o comércio em uma parte negligenciada da Etiópia em termos arqueológicos. O que encontramos mostra que esta área era o centro do comércio na região", disse Insoll.
.Direito de imagem.
Image caption.
Contas em HarlaaDireito de imagemPROF TIM INSOLL, UNIVERSITY OF EXETER
Image captionEssas contas são sinais de um comércio lucrativo na região
Escavações em HarlaaDireito de imagemPROF TIM INSOLL, UNIVERSITY OF EXETER
Image captionMais escavações são esperadas para o próximo ano
Os cientistas estão analisando os restos de cerca de 300 pessoas enterradas no cemitério local para saber mais sobre suas dietas. Novas escavações devem ser realizadas no local no próximo ano.

Encruzilhada religiosa

A Etiópia foi um dos primeiros lugares no mundo a serem habitados por humanos. Em 2015, pesquisadores descobriram ossos de mandíbulas e dentes no nordeste do país que datavam entre 3,3 milhões e 3,5 milhões de anos.
O reinado de Aksum, no que é hoje o norte da Etiópia, adotou o cristianismo copta, que era praticado no vizinho Egito, no ano de 333.
A rainha de Sabá, mencionada no Antigo Testamento, teria sido monarca deste reinado. Ela teria viajado a Jerusalém para conhecer o rei Salomão.
O islamismo chegou à Etiópia no século 7, trazido por discípulos muçulmanos fugindo da perseguição em Meca. A cidade de Harar, perto da região de Harlaa, é descrita pela Unesco como uma das cidades mais sagradas do Islamismo no mundo.
Harar tem 82 mesquitas, incluindo três que datam do século 10, e 102 templos.
Hoje há cerca de 30 milhões de cristãos e 25 milhões de muçulmanos no país, de acordo com o censo de 2007.

Stonehenge solsticio verão 2017



imagens WEB
21 junho 2017
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