domingo, 11 de setembro de 2011

O fim dos astecas na visão indígena


CIDADE DO MÉXICO - Localizadas ao lado de uma imponente catedral do século XVIII, as ruínas do que já foi o maior centro imperial asteca resistem ao tempo e à multidão que transita na Cidade do México. Pouco sobrou da chamada Tenochtitlán, fundada em 1325 pelos mexicas, ou astecas, assim conhecidos por sua origem mítica em Aztlán, povoado ao Norte do continente. Em seu esplendor, Tenochtitlán reuniu 120 mil habitantes, e dominou povos até a Guatemala. Essa hegemonia terminou em agosto de 1521, quando a expedição espanhola de Hernán Cortés, engrossada por grupos indígenas subjugados, derrubou o centro mexica. Não foi uma conquista rápida, diferentemente do que se costuma imaginar. Os nativos registraram sua resistência e o sofrimento em códices (placas em que se registravam acontecimentos) que, quase 500 anos após a queda do império, estão sendo resgatados para mostrar o outro lado dessa história.
Cortés chegou à costa mexicana em 1519 com 500 homens para exigir dos senhorios indígenas o reconhecimento à Coroa espanhola. Ali não encontrou muita resistência, mas a violência aumentou com o avanço da expedição rumo ao centro do país, onde estavam os povos mais desenvolvidos. Em Tlaxcala, o exército espanhol forçou uma aliança com os tlaxcaltecas ao se impor como nova potência bélica. Depois, em Cholula, ordenou um ataque surpresa e dominou os cholultecas. Seu maior objetivo, porém, era derrubar o império do tlatoani (governante) mexica Montezuma. Mas a primeira investida falhou.

Com os indígenas subjugados unidos à tropa, Cortés entrou na região formada pela aliança entre a capital imperial Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopán. A recepção foi pacífica, mas Cortés aprisionou Montezuma no palácio em que os espanhóis foram hospedados. Assim ficaram até meados de 1520, quando, segundo relatos dos conquistadores, eles se assustaram ao presenciar uma festividade dedicada ao deus da guerra, Huitzolopochtli, e atacaram os mexicas. Os testemunhos indígenas afirmam que o massacre foi uma estratégia para apropriar-se do ouro. Os nativos reagiram. Cortés escapou por pouco, Montezuma morreu - segundo os espanhóis, pelas mãos do próprio povo, mas de acordo com registros indígenas, assassinado por Cortés. Refugiados em Tlaxcala, os espanhóis conquistaram o apoio de mais povos descontentes com a soberania mexica. Só derrotaram Tenochtitlán um ano depois, com um exército numeroso, barcos carregados com canhões e a "ajuda" do vírus da varíola. Cuauhtémoc, o último líder asteca, foi capturado em 1525 - o fim de uma era para os índios mexicas.
- A aliança entre Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopán havia expandido seu império com a exigência de impostos aos povos conquistados, o que criou um frágil equilíbrio entre os senhorios indígenas - explicou ao GLOBO Francisco González-Hermosillo, historiador do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México. - Existem mitos de que uns poucos espanhóis conquistaram o centro imperial mexica, mas, na verdade, Cortés soube se aproveitar dessa relação delicada para aumentar suas tropas.


Apesar de muitas tradições pré-hispânicas terem sido abolidas com a Conquista, os povos nativos mesoamericanos, em especial no México, mantiveram um elaborado sistema pictográfico onde registravam sua história e crenças. Os frades espanhóis incentivaram a continuidade da prática numa tentativa de compreender a religião local e modificá-la. Cerca de 50 códices indígenas restaram da época colonial. A maioria foi levada à Europa, mas várias reproduções estão na exposição "A Conquista a sangue e fogo", no Museu de Antropologia da capital mexicana. À primeira vista simples e até influenciados pela estética europeia, a coleção de manuscritos vale mais pelo significado.
- Os códices não eram só um registro da época, mas também agenda política de como as comunidades indígenas poderiam inserir-se na Nova Espanha. Pintar significava existir - afirma Diana Magaloni, diretora do Museu de Antropologia.
É o caso do Códice Florentino, crônica de toda a Conquista e mais importante fonte do passado pré-hispânico no altiplano central mexicano. Mantido em Florença e escrito em língua náhuatl, ele foi organizado pelo frade Bernardino de Sahagún com toda a estrutura religiosa e os deuses venerados pelos nahuas pré-hispânicos, grupo étnico que falava náhuatl. Já no Códice de Huexotzinco (1531), os indígenas reproduziram os impostos que eram obrigados a pagar, principalmente ouro, além de algodão, milho, cacau etc. Sem o tributo, eram castigados, queimados ou mortos por cachorros treinados para persegui-los.
- Esses documentos chegaram a ser apresentados em tribunais espanhóis como prova da exploração dos conquistadores - conta González-Hermosillo, também curador.
Hoje, 6,7 milhões de mexicanos, menos de 7% da população, sabem alguma língua indígena. O Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi) registra 89 línguas indígenas no país, das quais nove são faladas por menos de uma dezena de pessoas e outras dez línguas por menos de uma centena.
- Existem iniciativas isoladas de evitar sua extinção. Já da gastronomia pré-hispânica, muito se perdeu, embora a tortilha se mantenha como emblema nacional - conta González-Hermosillo. - Em alguns lugares, como Chiapas, a presença das divindades agrícolas pré-hispânicas ainda é forte. Ali se venera a deusa do milho ao lado de uma imagem de Cristo.
Apesar de não apagar as atrocidades da Conquista, essas reminiscências, além das várias zonas arqueológicas que persistem, mantêm viva a história asteca. Já Cortés terminou repreendido pela Coroa espanhola por sua violência, longe do prestígio de um tlatoani.

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O fim dos aztecas na visão indígena

Localizadas ao lado de uma imponente catedral do século XVIII, as ruínas do que já foi o maior centro iperial asteca resistem ao tempo e à multidão que transita na Cidade do México. Pouco sobrou da chamada Tenochtitlán, fundada em 1325 pelos mexicas, ou astecas, assim conhecidos por sua origem mítica em Aztlán, povoado ao Norte do continente. Em seu esplendor, Tenochtitlán reuniu 120 mil habitantes, e dominou povos até a Guatemala. Essa hegemonia terminou em agosto de 1521, quando a expedição espanhola de Hernán Cortés, engrossada por grupos indígenas subjugados, derrubou o centro mexica. Não foi uma conquista rápida, diferentemente do que se costuma imaginar. Os nativos registraram sua resistência e o sofrimento em códices (placas em que se registravam acontecimentos) que, quase 500 anos após a queda do império, estão sendo resgatados para mostrar o outro lado dessa história.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2011/09/02/o-fim-dos-astecas-na-visao-indigena-925278764.asp#ixzz1XehztnbK
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sábado, 10 de setembro de 2011

Arqueólogos peruanos acham restos de menino que viveu há 700 anos

Da France Presse -  Arqueólogos peruanos descobriram os restos de um menino numa "chullpa" -- tipo de torre funerária pré-inca. O achado ocorreu no sítio arqueológico de Sillustani, na região de Puno, no sul do país, perto da fronteira com a Bolívia, segundo informou nesta sexta-feira (9) o pesquisador Eduardo Arisaca.
"A ossada em bom estado corresponde a um menino de dois anos, que estava enterrado dentro de um vasilhame de barro em posição flexionada", disse Arisaca à imprensa.
Arisaca afirmou que junto com os restos do menino, que teria vivido entre os anos 1300 e 1400 depois de Cristo, foram encontrados os de um cão, dentro de uma vasilha de cerâmica.
"Estamos apenas no início dos trabalhos, mas parece que haverá novas descobertas, as quais possivelmente nos farão reescrever a história de Sillustani", explicou o estudioso.
Os restos do menino foram encontrados na "chullpa" denominada Lagarto, uma torre funerária de pedra da antiga cultura pré-inca Kolla, surgida às margens da lagoa Umayo, entre os anos 1200 e 1450 da era atual.
As "chullpas" são encontradas em todo o altiplano do Peru e da Bolívia.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Descobertos no Tibete fósseis de grandes mamíferos da Idade de Gelo

Da Agência EFE - Alguns dos antepassados de grandes mamíferos como o rinoceronte lanudo, animal característico da Idade de Gelo, foram encontrados na bacia tibetana de Zanda, situada na cordilheira do Himalaia, e sugerem que a primeira evolução destes animais pôde ter acontecido nesta região geográfica.
Segundo informa nesta segunda-feira a imprensa local, a equipe responsável pela descoberta, comandada pelos pesquisadores Deng Tao e Wang Xiaoming, pertencentes à Academia de Ciências Sociais da China, assegurou que o animal achado pôde ter vivido há 3,7 milhões de anos.    Se a datação estiver correta, este antepassado do rinoceronte lanudo, chamado Coelodonta thibetana, mostraria as primeiras adaptações ao frio em um animal destas características, tais como o pelo longo e as estruturas para varrer a neve.


Ancestral de rinoceronte usava chifre para revirar a neve e encontrar comida.
(Foto: Julie Naylor / Science)

Segundo os cientistas, este animal se situa em algum ponto entre o Plioceno médio (há 3,7 milhões de anos), era na qual apareceu o primeiro hominídeo reconhecível, o Australopiteco, e o Pleistoceno (há 2,8 milhões de anos), período no qual numerosas espécies se extinguiram devido às glaciações.

Após a descoberta deste exemplar de rinoceronte lanudo, os pesquisadores continuam com os trabalhos neste campo, já que se acredita que o animal poderia não ser o único mamífero adaptado à esta era na região tibetana.

Segundo Deng Tao, poderia se afirmar que o rinoceronte lanudo, da mesma forma que outros como o mamute lanudo, "evoluíram pela primeira vez no Tibete", hipótese que desloca algumas anteriores, as quais afirmavam que esta fauna se originou em zonas árticas.

No entanto, até o momento não foram encontrados restos que permitam afirmar de forma conclusiva qual seria a origem destas espécies já que, embora a descoberta feita no Tibete mostre os representantes mais primitivos, se sabe que existem vários períodos anteriores, mas, por enquanto, com poucas evidências.

Arqueólogos encontram arena de gladiadores em ruínas na Áustria

Da France Presse - O parque arqueológico do sítio romano de Carnuntum, perto de Viena, na Áustria, saudou, nesta segunda-feira, a descoberta das ruínas de uma escola de gladiadores, há uma semana, em sua área.
"Por sua inteireza e dimensão, é um acontecimento arqueológico sensacional", declarou o parque, em comunicado.
As escavações indicam que o local -- onde treinavam entre 40 e 60 gladiadores -- datado de 1,7 mil anos, representa a parte maior das ruínas já descobertas em Carnuntum. Sua superfície total é de 11.000 m2, incluindo 2.800 m2 de um pátio central.
Os melhores gladiadores poderiam tornar-se verdadeiros astros, contou o diretor do parque arqueológico, Franz Humer. Mas astros efêmeros: "sua expectativa de vida não ultrapassava, em geral, quatro ou cinco combates", destacou, durante entrevista à imprensa.
Os arqueólogos identificam os locais de alojamento dos gladiadores, de treinamentos, mas também um jardim.
O sítio foi detectado graças a radares de penetração do solo. A técnica permitiu descobrir as bases da escola de gladiadores -- "ludus", em latim -- até dois metros sob a terra.
Os trabalhos de escavação, muito caros, ainda não foram concluídos.
Carnuntum, situado à margem do Danúbio, era a capital da província romana de Panônia, na Europa Central. Era também, na antiguidade, uma etapa importante na rota do âmbar.
Hoje, o parque arqueológico, situado a 30 quilômetros de Viena, mostra, principalmente, ruínas de dois anfeteatros, termas, assim como um fragmento de arco do triunfo, o monumento mais impressionante do sítio.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Hominídeo usava machado de pedra há 1,8 milhão de anos, diz estudo

Do G1, em São Paulo -  Um estudo divulgado na edição desta semana da revista "Nature" mostra que o hominídeo Homo erectus usava ferramentas avançadas como o machado de pedra há 1,8 milhão de anos, cerca de 300 mil anos antes do que os especialistas previam.      O Homo erectus surgiu há 2 milhões de anos e viveu na África e na Ásia antes de desaparecer há aproximadamente 70 mil anos. Não se sabe ao certo de onde esta espécie teria surgido. Até 1990, os cientistas julgavam que a origem era africana, mas a descoberta de fósseis na Geórgia sugerem um passado asiático.        O estudo divulgado nesta semana não esclarece o debate e somente piora a complexidade do tema para os cientistas. Enquanto na cidade georgiana de Dmanisi os hominídeos usavam instrumentos rudimentares, em West Turkana, no Quênia, os locais usavam machados de pedra, picaretas e outras ferramentas típicas de uma manifestação conhecida pelos antropólogos como cultura acheuliana.

Machados de pedra eram usados há 1,8 milhão de anos.
(Foto: Pierre-Jean Texier / National Center of Scientific Research / France)

No ano de 2007, uma equipe de pesquisadores franceses e norte-americanos encontraram um dos esqueletos mais conservados de um Homo erectus, o Garoto de Turkana, achado perto do lago homônimo. O "adolescente" teria vivido há 1,5 milhão de anos.    A quase dez quilômetros dali, o grupo encontrou ferramentas acheulianas em um sítio arqueológico chamado Kokiselei. O objetivo dos pesquisadores era datar os instrumentos encontradas no local ao descobrir a idade dos sedimentos ao redor.      Enchentes no passado deixaram o local com camadas de barro e lodo que endureceram. Isso conservou até mesmo a posição de grãos de magnetita, ordenados na direção do campo magnético da Terra. Ao analisar essas camadas, os pesquisadores conseguiram datar o sítio arqueológico com uma idade de 1,76 milhão de anos.    Segundo o autor principal do estudo, Christopher Lepre, os cientistas não esperavam que Kokiselei fosse o sítio arqueológico mais antigo da cultura acheuliana. As ferramentas foram encontradas acima dessas camadas de sedimentos. Até então, os locais mais antigos estavam em Konso, na Etiópia (1,4 milhão de anos) e na Índia (1,5 milhão de anos).    Os instrumentos dos Homo erectus do Quênia permitiam cortar e desmembrar um animal para alimentação, além de servir como ferramenta de caça, já que tinha um formato adequado para deslocar ombros e pernas de presas. Ainda que eles não tenham encontrado um machado nas mãos de um fóssil de hominídeo, eles acreditam que a espécie foi responsável pelo desenvolvimento da tecnologia.    A habilidade para desenvolver peças tão modernas levou os cientistas a pensarem que o Homo erectus tinha a capacidade de prever acontecimentos. A dúvida resta agora sobre se eles teriam migrado da África até a região da Geórgia e perdido a tecnologia acheuliana no caminho.


Região de Kokiselei, onde foram encontradas as ferramentas.
(Foto: Lamont-Doherty Earth Observatory)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

COMUNICADO

   COMUNICADO A TODOS 

No último dia 15 de Julho, o Observatório Astronômico Monoceros completou 36 anos de sua fundação. Houve muitas e importantes conquistas, mas também muitas dificuldades, principalmente nos últimos 8 anos, onde muitos fatos ocorreram , que dificultaram bastante seu pleno funcionamento.

Variados ajustes precisaram ser feitos, tanto a nível físico e estrutural de nossa Instituição, como a formação de nova Diretoria e nova equipe de Pesquisadores. Mantivemos nossas pesquisas a nível interno e recebemos visitação de alguns grupos de pessoas e escolas, mediante agendamento prévio.

Reconstruímos e reformamos totalmente a nossa Sede, desde as Cúpulas, Estação Meteorológica,  Sala de Palestras e Cursos, aquisição de novos e modernos instrumentos...

Construímos nosso novo Planetário. Maior que o anterior, com projetores novos e com  tecnologia de ponta.

É com muita alegria que , através deste, comunicamos a todos que, após quase 3 anos de intensa e total reforma da Sede do nosso Observatório, dentro de alguns dias, voltaremos a abrir nossas portas ao público em geral, Colégios, Escolas, enfim , a todos que desejarem adquirir conhecimento  e se interessarem pela Astronomia, Meteorologia e Ciências afins.

Para vencermos todos os obstáculos desta caminhada e chegarmos até aqui, não foi tarefa fácil, visto que tudo o que foi feito só se tornou realidade com nossos próprios recursos , empenho , dedicação e a convicção da importância do nosso trabalho  para a nossa cidade, região, Estado, enfim.

A importância  de um Observatório Astronômico é incomensurável e transpõe limites territoriais, divisas e fronteiras.

Saudações Cordiais,

Lucimary Vargas de Oliveira Guardamino Espinoza
Presidente
Observatório Astronômico Monoceros
Planetário Além Paraíba
Estação Meteorológica Nº083/MG-5ºDISME-INMET
Além Paraíba-MG-Brasil
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