sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Família descobre vestígios históricos no quintal de casa

Uma família de Santos, a 72 km da capital, descobriu acidentalmente, no quintal de casa, peças que podem ser consideradas vestígios históricos. A cabeleireira Claudia Teixeira de Oliveira havia pedido a seu marido Cláudio que plantasse uma horta, e assim encontraram os itens. "Eu estava pegando um pouco de terra para fazer uma plantação e aí foi que eu encontre uns fragmentos de ossos", conta Cláudio. De acordo com o casal, que vive no bairro do Jabaquara com seus três filhos, há quatro meses já haviam sido encontrados pedaços de louças e utensílios domésticos, mas só na última sexta-feira (23), quando encontraram uma mandíbula humana, entraram em contato com o museu arqueológico da cidade.

Carla guardou durante esse período as peças de louça e fragmentos de ossos de animais. "Liguei para o museu e os rapazes disseram que ia vir o arqueólogo e o historiador. Eles vieram e disseram que realmente fazia parte da história de Santos." Segundo o historiador Valdir Rueda, a área que hoje é o bairro do Jabaquara, foi lugar do antigo Quilombo do Jabaquara entre 1.871 e 1888, e pertencia ao abolicionista Quintino de Lacerda. "A probabilidade de encontrar material nessa região é muito grande, por isso fizemos o mapa arqueológico de Santos. Agora não vai nos surpreender o encontro de todo tipo de material." Os achados foram catalogados e fazem parte agora do acervo do Centro Regional de Pesquisas Arqueológicas. "São artefatos de diferentes épocas, feitos de diferentes formas, cores e fábricas. Isso mostra que realmente aquele local foi habitado por sociedades diferentes", afirma o arqueólogo Manoel Gonzalez. A horta de Carla vai ter que esperar um pouco mais. Os pesquisadores farão escavações no terreno e esperam novas descobertas. "Eu fiquei mesmo feliz de saber que a gente estava morando em cima de uma coisa tão importante. Tem que ter um museu na cidade, tem que ter as peças. Senão, como é que vai contar a história se não tiver as peças?", diz ela.
Globo on line

Grupo acha 'cidades' de 700 anos na Amazônia

Arqueólogos descobrem grandes áreas urbanas na Amazônia pré-histórica. Grupo encontrou 'cidades' de 700 anos cercadas com muralhas e fossos.Comunidades lembravam assentamentos medievais ou da Grécia Antiga.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

Tire da sua cabeça a velha idéia de que a Amazônia antes de Cabral era um grande vazio, um monte de "mato" com duas ou três tribos indígenas vagando ao léu. Essa visão está indo por terra há tempos, e acaba de levar uma nova pancada num artigo científico publicado nesta sexta (29). Pesquisadores americanos e brasileiros estudaram a região do Alto Xingu, em Mato Grosso, e acharam indícios de uma rede de assentamentos urbanos defendidos por muralhas e fossos, unidos por largas estradas e organizados em torno de centros rituais que lembram os que ainda são usados pelos índios da área. Trechos do Xingu que hoje parecem mata virgem ainda guardam, na verdade, as cicatrizes de "cidades" perdidas de 700 anos, afirmam os cientistas em pesquisa na revista americana "Science" .
Restos de uma casa que foi queimada na região (Foto: Science/AAAS)

As aspas em torno da palavra "cidades" são necessárias porque, ao que parece, os ancestrais dos índios cuicuros e outros povos do Alto Xingu não usavam o espaço da maneira urbana tradicional, empacotando grande quantidade de casas num só lugar. Em vez de um conjunto de arranha-céus, seus assentamentos estão mais para um condomínio fechado com vasta área verde. Eles combinavam uma sucessão de vilas, unidas por estradas (as maiores com até 50 m de largura), com trechos entremeados de lavouras de mandioca, florestas manejadas e mata virgem.

"O problema é que, se você acha esse tipo de coisa na Europa, é uma cidade. Se você acha isso em outro lugar, tem de ser outra coisa", explicou em comunicado oficial o arqueólogo americano Michael Heckenberger, coordenador da pesquisa, que trabalha na Universidade da Flórida em Gainesville. "Elas têm planejamento e organização incríveis, mais do que muitos exemplos clássicos do que as pessoas chamam de urbanismo", diz Heckenberger. O arqueólogo trabalhou, no Xingu, junto com especialistas como os antropólogos Carlos Fausto e Bruna Franchetto, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e com Afukaka Kuikuro, da tribo dos cuicuros, que também assina o estudo.

Polêmica de terminologia à parte, o certo é que, para os pesquisadores, as comunidades urbanas do Mato Grosso pré-Cabral tinham mais ou menos o tamanho de uma cidade média da Grécia Antiga (Esparta, por exemplo, que era relativamente modesta) ou da Idade Média (Coimbra na época em que o reino de Portugal foi fundado, digamos). Tais como essas comunidades antigas, as "cidades" do Xingu se organizavam em torno de uma praça central, com cerca de 150 m de comprimento, que servia para reuniões e atividades religiosas rituais





Dique para captura de peixes era comum nos assentamento e ainda é usado por índios cuicuros (Foto: Science/AAAS)




Segundo Heckenberger, os assentamentos estavam organizados de forma hierárquica, com "cidades" centrais maiores e vilas subordinadas, dispostas a poucos quilômetros de distância umas das outras, de maneira que uma caminhada de 15 minutos era suficiente para ir de um local a outro. As estradas que cortavam os conglomerados de assentamentos se organizavam de acordo com princípios astronômicos simples, orientando-se de nordeste para sudoeste.

Na região estudada pelos cientistas com a ajuda de aparelhos de GPS e guias indígenas, os assentamentos parecem ter se organizado em duas "ligas" de "cidades" e vilas, cada uma com território de uns 250 quilômetros quadrados e população combinada de 50 mil pessoas. Além das muralhas (feitas com paliçadas), fossos e estradas, elas eram servidas por infraestrutura de pontes, diques para captura e manejo intensivo de peixes e canais usados para o transporte via canoa lado a lado com as estradas.

Culpa de Cabral?
Toda essa complexidade urbana e social traz à baila a questão inevitável: o que aconteceu? Como a região deu lugar às aldeias e tribos relativamente modestas de hoje? O que os arqueólogos sabem é que o apogeu das "cidades" do Xingu foi de 700 a 500 anos atrás. Coincidência ou não, o período se encerra com a chegada dos europeus à América do Sul.

Acredita-se que o declínio das populações indígenas no continente esteja fortemente associado às doenças européias, contra as quais seu organismo não tinha imunidade, e as epidemias de varíola, peste bubônica e outras moléstias apareciam mesmo entre povos que não tinham tido contato direto com os colonizadores -- bastava se encontrar com outros nativos já infectados. Por isso, é bem possível que esses males estejam por trás do fim do urbanismo amazônico.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Múmia de 'Dama da Máscara' é encontrada em zona urbana de Lima

Cadáver com 1.300 anos de idade foi enterrado junto com criança sacrificada.Mumificação era comum na cultura Wari, uma das dominantes no Peru pré-histórico.

Da France Presse

Arqueólogos peruanos descobriram os restos mortais intactos de uma mulher com uma máscara e de uma criança sacrificada da cultura Wari, com 1.300 anos de idade, durante a escavação de um sítio arqueológico localizado na zona urbana da capital do país, Lima.



Máscara mortuária confirma que se trata de uma mulher (Foto: Enrique Castro-Mendivil/Reuters)




"É um túmulo múltiplo na qual foram encontrados intactos três corpos. Um tem uma máscara impressionante com características humanas de uma mulher", disse a arqueóloga Isabel Flores, que coordena os trabalhos em Huaca Pucllana, uma zona central do distrito de Miraflores. A pesquisadora explicou que os membros dessa cultura colocavam uma máscara na parte dianteira do crânio como ritual toda vez que uma personagem nobre feminina era enterrada.
"É uma mulher porque ao seu redor encontramos oferendas e peças têxteis, como um tear", relatou Flores, indicando que é normal que nos enterros se encontrem também restos de crianças, porque estas eram sacrificadas como oferenda para acompanhar os adultos. A "Dama da Máscara", como está sendo chamada, é a primeira tumba wari intacta localizada em Huaca Pucllana.

Importante
"É uma descoberta importante, encontramos em vários anos tumbas saqueadas, mas nunca intactas como esta", comemorou a arqueóloga. Também foram encontrados restos de cerâmica e tecidos.
Os Wari enterravam seus mortos dentro de fardos confeccionados com fibra vegetal, que recheavam com folhas para proteger o corpo, e os adornavam às vezes com máscaras funerárias.
A cultura pré-Inca Wari floresceu entre os anos 700 e 1000 d.C no departamento sul-andino de Ayacucho, e se estendeu até a costa central, chegando aos departamentos de Lima e Ica, e a Cajamarca, no norte.

Las Híadas: ¿Por que tienen ese nombre?



Por Gustavo Blettler


Las Híadas son un conspicuo grupo de estrellas que forman parte de la constelación de Taurus. Astronómicamente conforman un cúmulo abierto a solo 150 años luz de distancia y junto con la notable estrella Aldabarán (a 60 años luz, es decir que se interpone entre nosotros y el cúmulo) conforman la cabeza del toro.

Desde antiguo fue difícil interpretar el origen de su nombre, es decir ¿Por qué se llamaban así?. Algunos recurrieron a una interpretación mitológica y poética, por ejemplo para Helénico de Lesbos, fueron las hermanas de Hías, que apenadas por su muerte lo lloran interminablemente y presentan ese aspecto neblinoso característico de las lágrimas que opacan la visión en los ojos tristes.
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Manuscritos do Mar Morto na internet

Israel vai colocar íntegra dos manuscritos do mar Morto na internet. Equipe liderada por ex-pesquisador da Nasa deve recuperar trechos ilegíveis dos textos.Obras incluem versões antigas da Bíblia, textos apocalípticos e orientações de seita judaica.

Reinaldo José Lopes Do G1, em São Paulo

Os textos mais importantes e polêmicos da época de Jesus vão ser disponibilizados na íntegra na internet, informa o jornal americano "New York Times". Trata-se da coleção completa dos chamados manuscritos do mar Morto, textos encontrados em Israel que datam do século 3 a.C. ao século 1 d.C. e traçam um retrato complexo e fascinante do judaísmo na época de Cristo. O Conselho de Antigüidades de Israel começou nesta semana a digitalizar os 15 mil fragmentos de texto, e a expectativa é colocá-los de graça na web nos próximos anos.
Trecho do livro bíblico dos Salmos achado entre os manuscritos do mar Morto (Foto: Reprodução)

O trabalho é uma ferramenta essencial para a preservação desse legado histórico, porque os manuscritos do mar Morto só sobreviveram durante mais de 2.000 anos porque foram armazenados em condições especiais nas cavernas da região desértica de Qumran, na Cisjordânia. Mesmo com tentativas laboratoriais de manter os textos em situação semelhante, há exemplos de letras desaparecendo e outras ameaças à integridade física dos rolos.

O trabalho de digitalização dos manuscritos está sendo liderado por Greg Bearman, pesquisador aposentado do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa. Bearman está usando uma câmera especial que consegue recuperar trechos ilegíveis da antiga escrita hebraica e aramaica. O texto de todos os manuscritos (alguns equivalentes a livros inteiros, outros correspondentes a uma frase ou até uma única palavra) já foi publicado, mas a idéia é que especialistas e leigos do mundo todo possam ter acesso aos originais e consigam examiná-los virtualmente de vários ângulos.

A Bíblia inteira e algo mais
Aparentemente, os textos de Qumran, como são conhecidos, eram exclusivamente judaicos. Foram encontrados exemplares (inteiros ou fragmentados) de quase todos os livros da Bíblia hebraica (equivalente ao Antigo Testamento protestante), com exceção do livro de Ester e do Primeiro Livro das Crônicas. Apesar da existência de variantes, os manuscritos do mar Morto têm bom grau de concordância com o texto bíblico que chegou até nós, o que mostra a existência de uma tradição textual contínua entre as Escrituras que podemos ler hoje e as que existiam cerca de 200 anos antes do nascimento de Jesus.

As cavernas de Qumran, na Cisjordânia, onde os textos foram descobertos (Foto: Reprodução)

No entanto, as cavernas de Qumran também abrigavam jarros contando textos até então desconhecidos dos estudiosos do judaísmo antigo. Alguns são comentários sobre o texto bíblico, salmos e orações. Outros, porém, parecem retratar as crenças de uma seita judaica radical que teria vivido na região (embora essa interpretação esteja sob ataque atualmente). Um dos mais famosos exemplares dessa categoria é o Pergaminho da Guerra, também conhecido como "A Guerra dos Filhos da Luz contra os Filhos das Trevas", aparentemente uma espécie de apocalipse.

Há indícios de que a comunidade de Qumran se considerava a verdadeira representante da fé judaica, enquanto os sacerdotes do Templo de Jerusalém e a maioria dos outros judeus seriam condenados por Deus no Juízo Final. Até hoje, nenhum estudioso conseguiu demonstrar uma influência direta dos manuscritos do mar Morto sobre os primeiros cristãos.
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Globo on line

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Arqueólogos desenterram estátua de imperador romano

Peças de mármore revelam figura de Marco Aurélio, que reinou durante 19 anos.

Da BBC

Arqueólogos desenterraram na Turquia partes de uma estátua gigante do imperador romano Marco Aurélio. Os especialistas encontraram a cabeça, o braço direito e partes inferiores das pernas da estátua em um sítio arqueológico na antiga cidade de Sagalassos, no sudoeste do país.


Pé da estátua em bom estado de conservação (Foto: BBC)


Foi no mesmo local que a equipe liderada pelo arqueólogo Marc Waelkens, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, encontrou, há pouco mais de duas semanas, a cabeça de uma estátua da imperatriz Faustina, a Velha. No ano passado, os arqueólogos já haviam encontrado em Sagalassos uma estátua gigante do imperado Adriano.





Cabeça da estátua de Marco Aurélio (Foto: BBC)

Os pesquisadores acreditam que o local onde as estátuas estavam reunidas era provavelmente um frigidário, uma sala enorme com uma piscina de água fria, onde romanos se banhavam após mergulhar nas termas. O sítio arqueológico faz parte de um complexo de termas romanas que está sendo cuidadosamente escavado pelos especialistas há 12 anos. O local teria sido atingido por um terremoto entre os anos 540 e 620 d.C., destruindo muitas estátuas.

Reprodução fiel
Os fragmentos da estátua de Marco Aurélio começaram a ser desenterrados no dia 20 de agosto, quando os arqueólogos encontraram um par de pernas quebradas na altura do joelho. Em seguida, acharam um braço direito com 1,5 metro de comprimento, cuja mão segurava um globo terrestre.Mas foi ao encontrar a enorme cabeça de mármore que os pesquisadores identificaram a estátua como sendo de Marco Aurélio.

Reprodução do imperador romano é uma das mais fiéis (Foto: BBC)

Marc Waelkens disse que a peça é uma das reproduções mais fiéis do imperador, que reinou do ano 161 d.C a 180d.C.Marco Aurélio é lembrado por suas escrituras e já chegou a ser considerado mais como "um filósofo do que um soldado".Mas apesar de sua paixão por filosofia, ele passou boa parte de seu reinado lutando contra tribos germânicas ao longo do rio Danúbio, na Áustria, onde morreu em 180 d.C. Em 2000, o ator Richard Harris fez o papel de Marco Aurélio no filme O Gladiador. Junto com Nerva, Trajano, Adriano e Antonio Pio, Marco Aurélio foi um dos "Cinco Bons Imperadores" de Roma.Em geral, as administrações desses imperadores foi marcada por relativa paz e prosperidade política, militar e económica.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Museu Arqueológico de Araruama, RJ, Brasil

sede da Fazenda Aurora onde se localiza o Museu Arqueológico de Araruama

Araruama, cidade na Região Costa do Sol (litoral norte do Estado do Rio de Janeiro caracterizado pelas várias lagoas) e, sua cidade detém a segunda mais importante história indígena tupinambá do Brasil possuindo mais de 30 sítios arqueológicos. O Museu Arqueológico é uma grande referência para Araruama localizado no Km 27 da Via Lagos, é o primeiro museu acessível 24 horas por dia. No local, é possível aprender um pouco mais sobre a cultura tupinambá, através de pinturas e peças arqueológicas. Ele foi aberto à visitação no dia 19 de abril de 2006, fica situado numa área de grande importância arqueológica . O Museu fica numa área de 4.800 m2 na antiga Fazenda Aurora. O prédio foi tombado pelo INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural), datado de 1862, sendo um dos raros exemplares de solar neo clássico, de cultura cafeeira, na Região Costa do Sol.








móveis entalhados em madeira (Carlos e Célia Ossola)





armas indígenas




marco do Museu Arqueológico de Araruama


artefatos de cerâmica como estes grandes vasos




mapas dos sítios arqueológicos da região





dá para se observar as paredes em restauração, no andar superior existem algumas poucas peças indígenas e máquinas antigas como ferro de passar etc



Os visitantes podem conhecer no Museu, a história da ocupação da região pelos índios tupinambás e sua trajetória até serem dizimados. Hoje, existem diversos artefatos arqueológicos extraídos do sítios em Araruama como urnas funerárias e peças de cerâmica . Em julho p.p. representando o Observatório Astronômico Monoceros, estive no local com minha família (filha Gisela , meu irmão Carlos e cunhada Célia) onde não permitem fotos no interior mas sempre conseguimos alguma coisa.Na parte externa da Fazenda Aurora dá para se ver algumas taperas indígenas e objetos como vasos quebrados, esculturas em madeira, ainda existe uma escola e uma capela. Posteriormente postarei mais fotos do local (parte interna).
Por Leila Ossola
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