terça-feira, 8 de setembro de 2015

Drone varrerá Amazônia em busca de civilizações antigas

  • 16 fevereiro 2015
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Projeto Geglifos - CnpqImage copyrightBBC World Service
Image captionMais de 450 geoglifos foram identificados em áreas de desmatamento na Amazônia
Cientistas britânicos vão usar um drone para fazer varreduras na Amazônia brasileira e procurar vestígios de civilizações antigas.
O avião não-tripulado que será enviado para a região é equipado com um laser que analisa e procura por áreas onde podem ter existido construções há milhares de anos.
O objetivo do projeto é determinar qual era o tamanho destas comunidades milenares e até que ponto elas alteraram a paisagem local.
Os pesquisadores anunciaram a iniciativa durante a reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), na cidade de San Jose, na Califórnia.
O projeto, uma parceria entre agências e instituições do Brasil e Europa, já conseguiu uma verba de US$ 1,9 milhão (cerca de R$ 5,3 milhões) do Conselho Europeu de Pesquisa.
Dependendo dos dados obtidos, eles também podem ser usados para a elaboração de políticas de uso sustentável da floresta.
Mas a questão mais importante é tentar compreender a escala e as atividades das populações que viveram na Amazônia no final do período antes da chegada dos europeus à América, ou seja, os últimos 3 mil anos antes de 1490.

Padrões no solo

A equipe internacional vai tentar encontrar na Amazônia os chamados geoglifos, que são desenhos geométricos grandes feitos no chão.
Foto: XmobotsImage copyrightBBC World Service
Image captionO drone usado no projeto carrega um instrumento a laser que pode examinar áreas que não foram desmatadas
Mais de 450 destes geoglifos, em vários formatos geométricos, foram encontrados em locais onde ocorreu desmatamento.
Mas até hoje ninguém sabe exatamente o que estes círculos, quadrados e linhas representam - há indícios de que fossem centros cerimoniais.
No entanto, o que se sabe é que eles são provas de um comportamento coletivo.
"É um debate acalorado agora na arqueologia do Novo Mundo", afirmou José Iriarte, da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha.
"Enquanto alguns pesquisadores acreditam que a Amazônia foi habitada por pequenos grupos de caçadores-coletores ou então por pequenos grupos de cultivavam apenas para a subsistência, que tiveram um impacto mínimo no meio ambiente, e que a floresta que vemos hoje foi intocada por milhares de anos, há cada vez mais provas mostrando que este pode não ser o caso."
"Estas provas sugerem que a Amazônia pode ter sido habitada por sociedades grandes, numerosas, complexas e hierárquicas que tiveram um grande impacto no meio ambiente; o que nos chamamos de 'hipótese do parque cultural'", disse o cientista à BBC.

Drone e satélite

O projeto de Iriarte prevê o sobrevoo do drone por algumas áreas da floresta que servirão de amostra.
O laser acoplado ao drone vai procurar geoglifos estão escondidos em regiões ainda não desmatadas.
Parte da luz deste laser, chamado de "lidar" ("light-activated radar", ou radar ativado pela luz, em tradução livre) consegue ultrapassar a barreira das folhas das árvores.
Serão feitas várias inspeções e, se a existência dos geoglifos for confirmada, os cientistas vão tentar determinar mudanças específicas que foram deixadas no solo e na vegetação pelos antigos habitantes.
Estas "impressões digitais" poderão ser buscadas por imagens de satélites, possibilitando uma busca em uma área muito maior da Amazônia, maior do que com o pequeno drone.
PPS/Embrapa/US Forest ServiceImage copyrightBBC World Service
Image captionEm imagens aéreas normais, apenas os topos das árvores são visíveis
PPS/Embrapa/US Forest ServiceImage copyrightBBC World Service
Image captionO instrumento a laser do drone faz o mapa digital da vegetação destes topos de árvores
PPS/Embrapa/US Forest ServiceImage copyrightBBC World Service
Image captionEste mapa pode então ser removido e deixar apenas o sinal do laser que conseguiu ultrapassar a vegetação e chegar ao chão
E, a partir deste projeto será possível avaliar como a Amazônia pode ser gerenciada de forma sustentável. Segundo Iriarte, não é possível especular quais seriam as mudanças futuras aceitáveis na Amazônia se não existir uma compreensão completa de como a floresta foi alterada no passado.
"Queremos ver qual é a pegada humana na floresta e então formar uma política (de uso), pois pode ser o caso de que a biodiversidade que queremos preservar seja o resultado de uma manipulação no passado desta floresta", explicou.
Foto: José IriarteImage copyrightBBC World Service
Image captionAinda não se sabe quantos outros geoglifos o chão da Amazônia esconde

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Descoberto na Inglaterra 'Stonehenge' cinco vezes maior que original

Pedras de 4,5 mil anos estão enterradas a um metro de profundidade.
Monumento pode ser maior estrutura neolítica da Grã-Bretanha.

Da BBC Brasil
Simulação  do Ludwig Boltzmann Institute da localização das pedras encontradas (Foto: BBC)Simulação do Ludwig Boltzmann Institute da localização das pedras encontradas (Foto: Ludwig Boltzmann Institute/BBC)
Arqueólogos acreditam que cerca de cem monolitos descobertos a poucos quilômetros do misterioso monumento arqueológico de Stonehenge poderiam ser a maior estrutura neolítica da Grã-Bretanha.
As pedras de 4,5 mil anos, algumas com mais de 4 metros de altura, estão enterradas a cerca de um metro de profundidade e foram identificadas com o uso de um radar no "Super-henge" de Durrington Walls, um enorme círculo de pedras, muito maior do que Stonehenge, na mesma região do monumento.
O monumento, que teria 1,5 km de circunferência e 500 m de diâmetro, é de uma "escala extraordinária" e único, de acordo com os pesquisadores. A área de Durrington Walls teria cinco vezes o tamanho de Stonehenge.
O grupo de cientistas do Stonehenge Hidden Landscapes está trabalhando em um mapa subterrâneo da área há cinco anos.
Arqueólogos buscam pedras próximo a Stonehenge (Foto: BBC)Arqueólogos buscam pedras próximo a Stonehenge (Foto: BBC)
O novo monumento fica a apenas três quilômetros de Stonehenge e, acredita-se, era um lugar destinado a realização de rituais.
As pedras foram erguidas ao lado de uma vala circular escavada na terra, formato característico dos henges, nome dado a um tipo específico de aterro do Período Neolítico que consiste em um área terraplanada em forma circular ou oval com uma vala interna cercando outra área circular de cerca de 20 m de diâmetro.
Os cientistas descobriram que as pedras ficavam de pé, no que poderia ser um monumento mais impressionante que o vizinho.
"Achamos que não há nada como isso no mundo", disse o pesquisador que liderou o grupo, Vince Gaffney, da Universidade de Bradford. "Isso é completamente novo e a escala é extraordinária."
Uso de radar permitiu mapear estrutura sem fazer escavação
"A presença do que parecem ser pedras, cercando o local de um dos maiores estabelecimentos neolíticos da Europa, acrescenta um novo capítulo à história de Stonehenge."
As descobertas estão sendo anunciadas no primeiro dia do Festival de Ciência Britânico, na Universidade de Bradford.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sommersa nel mare del Nord c'è un'Atlantide europea tutta da scoprire

Giace sommersa al largo dell'Inghilterra a non più di trenta metri di profondità. È ancora inesplorata. Grazie al finanziamento di 2,5 milioni di euro dell'Unione europea gli archeologi potranno presto conoscere tutti i segreti dell'antica civiltà misteriosa che l'abitava.

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LONDRA - In mezzo al mare del Nord c'è un enorme banco di sabbia sommerso. Si chiama Dogger Banks, e potrebbe essere una vera e propria "Atlantide Britannica". È un blocco di 17.600 chilometri quadrati immerso tra il Regno Unito e la Danimarca. Ancora inesplorato. Grazie al finanziamento di 2,5 milioni di euro da parte dell'Unione europea, adesso gli inglesi potranno attivare un grande studio archeologico per scoprire i segreti delle tribù che abitavano quelle terre.
Sommersa nel mare del Nord c'è un'Atlantide europea tutta da scoprire
Carta di Dogger Banks

www.repubblica.it

 

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Tumba de Tutancâmon 'é chave' para desvendar mistério de Nefertiti

Faraó do Egito pode ter sido filho da regente, cujo túmulo até hoje continua desconhecido por arqueólogos.

Da BBC
Localização dos restos da rainha Nefertiti ainda é considerada por arqueólogos um grande mistério  (Foto: Michael Kappeler/ AFP)Localização dos restos da rainha Nefertiti ainda é considerada por arqueólogos um grande mistério (Foto: Michael Kappeler/ AFP)
Um arqueólogo diz ter encontrado provas de que a antiga rainha egípcia Nefertiti teria sido sepultada em segredo na tumba do faraó Tutancâmon.
O paradeiro dos restos mortais da famosa regente nunca foi descoberto, mas a tumba de Tutancâmon, que pode ter sido filho dela, é conhecida desde 1922.
Um novo estudo indica que pode haver um portal saindo da tumba do faraó.
Nicholas Reeves, um arqueólogo da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, afirmou que acredita que os restos de Nefertiti poderiam nesta área ainda desconhecida.
A teoria surgiu depois que um grupo de especialistas em arte e preservação e artistas da Espanha, o Factum Arte, foi contratado para criar uma cópia da tumba.

Para construir a réplica, perto do local original, no Vale dos Reis, em Luxor, no ano passado os técnicos escanearearam todos os detalhes da tumba de Tutancâmon.

Marcas
Ao analisar o material em fevereiro, Reeves identificou o que acredita serem marcas indicando onde ficavam duas entradas.

"Questionei as provas desde então, procurando indicações de que o que eu pensava estar vendo, na verdade, não estava lá", disse Reeves à BBC.
"Mas, quanto mais olhava, mais encontrava informações que indicavam a existência de algo muito real."
A configuração da tumba de Tutancâmon foi considerada um mistério por algum tempo, principalmente por ser menor do que as tumbas de outros reis do Egito antigo.
Reeves acredita que detalhes no projeto da tumba indicam que ela teria sido criada para guardar os despojos de uma rainha, não de um rei.
"Se eu estiver errado, estou errado. Mas se estiver certo, as perspectivas são, francamente, surpreendentes. O mundo pode se transformar em um lugar muito mais interessante, pelo menos para os egiptologistas", afirmou.
Depois de ser descoberta pelo arqueólogo inglês Howard Carter em 1922, a tumba de Tutancâmon foi aberta em fevereiro do ano seguinte.
Ela é considerada a tumba mais intacta já vista, e poucos objetos pareciam ter sido roubados do local.
Cerca de 2 mil artefatos foram encontrados, e foram necessários nove anos até que os arqueólogos catalogassem tudo.
As autoridades do Egito e o grupo Factum Arte ainda não comentaram as teorias de Reeves.
No entanto, outros estudiosos do assunto pedem cautela.
"Acho que, com certeza, há alguns sinais de que pode ter ocorrido alguma atividade em volta daquelas entradas", disse Joyce Tyldesley, egiptologista na Universidade de Manchester, Grã-Bretanha.
"Deduzir a partir disto que era na verdade a tumba de Nefertiti, seria ir longe demais. Mas, se fosse verdade, seria absolutamente genial", acrescentou.
www.g1.globo.com
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