quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Restos de antigo galeão espanhol são descobertos no mar na Itália

Policial fazia mergulho na costa da Sicília e percebeu canhão na areia.
Para comandante, peças de navio poderiam ser expostas em museus.

Da France Presse

Um mergulhador da polícia financeira italiana encontrou restos bem preservados de um antigo galeão espanhol no mar próximo à costa da Sicília, anunciaram nesta quinta-feira (11) as autoridades da Itália.
O mergulhador, que não estava em serviço no momento, percebeu um canhão escondido na areia e chamou colegas para ajudar na descoberta de outras partes do navio, segundo um comunicado da polícia.

Canhão pertencente a galeão espanhol encontrado no mar da Sicília (Foto: Guardia di Finanza Press Office/Reuters) 
Canhão pertencente a galeão encontrado no mar da Sicília 
(Foto: Guardia di Finanza Press Office/Reuters)
 
"É excepcional porque o navio está totalmente conservado", disse o tenente-coronel Costanzo Ciaprini, comandante do departamento aeronaval da polícia financeira na Sicília, para agências internacionais.
Para Ciaprini, a área poderia facilmente ser transformada em um sítio arqueológico submarino. Ele informa que a areia conservou os canhões e as partes de madeira do galeão, de modo que a descoberta é como "uma fotografia de três séculos atrás".

O comandante do departamento aeronaval sugere outra hipótese, de que uma parte do galeão poderia ser levada para à superfície para ser exposta em museus.

"O chefe do serviço arqueológico local nos disse que o naufrágio poderia ter acontecido em 1718, durante a batalha de Capo Passero", afirma o comandante. A batalha, ocorrida no extremo-sul da principal ilha da Sicília, envolveu frotas britânicas e espanholas na época e terminou com a derrota da Espanha.

Segunda maior pirâmide do Egito é reaberta ao público


 
 
 

Pesquisadores dizem ter encontrado local exato da morte de Júlio César

Da EFE

Uma equipe do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC), da Espanha, afirma ter encontrado o ponto exato onde Julio César foi apunhalado, dentro do que hoje são as ruinas conhecidas como Curia di Pompeo, em Roma, enquanto presidia uma reunião do senado romano, informou nesta quarta-feira (10) a instituição.

Vários textos antigos descrevem o assassinato de Júlio César, ocorrido no ano de 44 a.C. na Curia de Pompeo, fruto de um complô de um grupo de senadores que queriam eliminar o general, o que desembocaria na formação do segundo triunvirato e na explosão final das guerras civis.

Uma estrutura de concreto de 3 metros por 2 metros, que foi colocada por ordem de Augusto, filho adotivo e sucessor de Julio César, era a chave que faltava aos cientistas para descobrir o local de sua morte.

Retângulo indica o local que os pesquisadores acreditam ser o ponto exato do assassinato de Júlio César (Foto: CSIC/Divulgação) 
Retângulo indica o local que os pesquisadores acreditam ser o ponto exato do assassinato de Júlio César (Foto: CSIC/Divulgação)
 
O achado, segundo os pesquisadores, confirma que Julio César foi apunhalado no centro da Curia di Pompeo, enquanto presidia a reunião. Atualmente, os restos do edifício estão localizados na área arqueológica de Torre Argentina, em pleno centro histórico da capital italiana.

"Sempre se soube que Júlio César foi assassinado na Curia di Pompeo, em 15 de março de 44 a.C., porque os textos clássicos nos informam sobre isso, mas até agora, não havia nenhum testemunho material do fato, tantas vezes representado na pintura histórica e no cinema", explicou o investigador do CSIC Antonio Monterroso.

As fontes clássicas dizem que anos depois do assassinato, a Curia foi fechada e em seu lugar foi construída uma capela-memória.

"Sabemos com segurança que o lugar onde Julio César presidiu aquela sessão do Senado e onde foi apunhalado foi fechado com uma estrutura retangular. O que desconhecemos é se esta estrutura significa que o edifício deixou de ser totalmente acessível", disse Monterroso.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dedão de múmia pode ser prótese mais antiga do mundo, diz estudo

Objeto achado em múmia egípcia data de 950 a 710 anos antes de Cristo.
Testes de pisada com réplica de dedão foram bem-sucedidos, diz cientista.

Do G1, em São Paulo

Cientistas da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, estudaram um dedão de múmia feito com couro e madeira para descobrir se ele poderia de fato servir como prótese e ajudar uma pessoa a andar. O objeto, que data de 950 a 710 anos antes de Cristo, foi encontrado em uma múmia feminina enterrada próximo à cidade de Luxor, no Egito.

O objeto pode ser a prótese mais antiga do mundo, afirmou o pesquisador Jacky Finch ao site da instituição. O dedão de couro apresenta sinais de uso e características que sugerem que ele não servia apenas para a aparência, disse o cientista.

Dedão de couro e madeira encontrado em múmia feminina no Egito (Foto: Divulgação/Museu Egípcio do Cairo/"The Lancet") 
Dedão de couro e madeira encontrado em múmia feminina no Egito 
(Foto: Divulgação/Museu Egípcio do Cairo/"The Lancet")

Para um teste, Finch contou com dois voluntários que não possuem o dedão direito.

Réplicas exatas da prótese egípcia foram feitas para cada um deles, junto com sandálias semelhantes às usadas no antigo Egito. Os voluntários usaram suas réplicas e caminharam dez metros em três situações distintas: sem calçado, com as sandálias egípcias e usando seus próprios sapatos.

Os movimentos foram medidos usando dez câmeras em posições diferentes, afirma o site da universidade. A pressão das pisadas foi medida usando um equipamento especial.

Réplica de prótese de dedão egípcio usado em teste por cientistas (Foto: Divulgação/Universidade de Manchester) 
Voluntário usa réplica de prótese dedão em teste
  (Foto: Divulgação/Universidade de Manchester)
 
O cientista disse ter sido surpreendido com o saldo positivo dos testes. Segundo ele, as pisadas do pé direito de cada um dos voluntários, onde foi colocada a prótese, foi de 60% a 87% similar às pisadas com o pé esquerdo.

A principal variação na caminhada ocorreu de acordo com o calçado utilizado. A habilidade de andar com a prótese de dedão foi maior quando os voluntários usaram as sandálias, afirma Finch.

"Foi muito animador ver que os dois voluntários foram capazes de andar usando as réplicas. Agora que temos estas informações, nós podemos afirmar que há evidências de que o artefato original [o dedão encontrado na múmia] possuía uma função de prótese", relatou o pesquisador ao site da Universidade de Manchester.

Cientistas anunciam ter descoberto túmulo de antiga rainha maia

Restos de 'Kalomt'e K'abel' estavam com oferendas, dizem pesquisadores.
Sítio dentro de templo era local sagrado para os maias na Guatemala.

Agencia EFE

Túmulo encontrado na Guaemala (Foto: Projeto El Peru Waka/Divulgação) 
Túmulo encontrado na Guatemala
(Foto: Projeto El Peru Waka/Divulgação)
 
Um grupo de arqueólogos guatemaltecos e americanos afirma ter descoberto no sítio arqueológico de 'El Perú-Waka', no norte da Guatemala, um túmulo real com os restos de uma antiga rainha maia.

O diretor do sítio, o americano David Frieldel, explicou em entrevista coletiva que a rainha foi identificada como 'Kalomt'e K'abel'. Friedel sustentou que "esta é a descoberta mais importante" que fez durante os seus 43 anos de trabalho como arqueólogo na Reserva da Biosfera Maia na Guatemala.

Os restos estavam em "um local muito sagrado para os maias antigos dentro do templo mais importante da cidade" do sítio arqueológico, afirmou. Segundo Friedel, "Kalomt'e K'abel" foi esposa do rei de Wak, identificado como "K'inich Bahlam II".

Os restos da rainha foram transferidos para um laboratório da capital guatemalteca para pesquisas. A antiga rainha maia aparece ao lado de seu marido retratada na Stela 34, monumento maia de 692 a.C. em exibição no museu de Cleveland (EUA). Ela também está representada em objetos encontrados em "El Perú-Waka" em 2006.

Os restos da antiga rainha maia, que era uma guerreira, foram descobertos pela pesquisadora mexicano-americana Olivia Navarro e pela guatemalteca Griselda Pérez. Olivia explicou à Agência Efe que a descoberta aconteceu no dia 9 de junho dentro de uma estrutura do sítio arqueológico conhecida como "M13-1".

As pesquisas no sítio arqueológico, que se encontra na Reserva da Biosfera Maia em Petén, foram iniciadas em 2003. Segundo Olivia, durante a escavação foi detectado o cômodo principal do edifício denominado "la adosada", que funcionava como um centro de adoração do fogo.

Debaixo de "la adosada" descobriu-se o túmulo onde estavam os restos da antiga rainha maia, com oferendas elaboradas, como vasilhas de cerâmica datadas do final do século 7 e início do século 8.
Também foi encontrada uma considerável quantidade de joias de jade e milhares de lascas e navalhas de obsidiana.

"Uma das oferendas mais importantes é um pequeno copo de alabastro com tampa talhado em forma de caracol do qual emerge um indivíduo de idade avançada" e que foi a peça-chave para a identificação de "Kalomt'e K'abel", destacou a arqueóloga.



Copo de alabastro é uma das oferendas mais importantes encontradas  (Foto: Projeto El Peru Waka/Divulgação) 
Copo de alabastro é uma das oferendas mais importantes encontradas
 (Foto: Projeto El Peru Waka/Divulgação)


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cientistas identificam alta emissão de gás metano na Antiguidade

Aumento coincide com auge do Império Romano e da dinastia chinesa Han.
Desmatamento voltado à agricultura foi principal responsável.

Da Reuters

Um período de 200 anos cobrindo o auge do Império Romano e da dinastia Han, na China, observou um grande aumento na emissão dos gases do efeito estufa, de acordo com um estudo que contesta a visão de que a mudança climática provocada pelo homem começou apenas por volta de 1800, com a Revolução Industrial.

Um registro da atmosfera presa no gelo da Groenlândia indicou que o nível de metano subiu há cerca de 2 mil anos e permaneceu nesse nível mais alto por cerca de dois séculos. O metano provavelmente foi liberado durante o desmatamento para liberar terra para agricultura e pelo uso do carvão como combustível, por exemplo, para fundir metal a fim de fazer armas, disse a autora principal do estudo, Celia Sapart, da Universidade Utrecht, na Holanda.

"Eles já emitiam bastante per capita no Império Romano e durante a dinastia Han", disse a pesquisadora sobre os achados de uma equipe internacional de cientistas na edição de quinta-feira (4) da revista "Nature".

coliseu (Foto: AP)


Coliseu de Roma, anfiteatro construído na cidade sede do Império Romano em 65 d.C.  (Foto: AP)
Maior parte dos gases foram lançados após Revolução Industrial

Os índices de desmatamento "apresentam uma redução por volta de 200 d.C., que está relacionada ao declínio drástico da população na China e na Europa seguindo-se à queda da dinastia Han e ao declínio do Império Romano", escreveram os cientistas.

As emissões provocadas pelo homem há 2 mil anos, quando a população mundial era estimada em 300 milhões, eram perceptíveis, mas minúsculas, quando comparadas com os níveis atuais causados por uma população de 7 bilhões.

Sapart estimou que as emissões de metano até 1800 foram cerca de 10% do total dos últimos 2 mil anos, enquanto 90% ocorreram depois da Revolução Industrial. O metano é gerado por fontes humanas, incluindo a queima de florestas e de combustíveis fósseis, plantações de arroz, pecuária ou aterros sanitários. Entre as fontes naturais, estão os pântanos, os incêndios florestais e os vulcões.

As descobertas do grupo de Sapart questionam a posição de um painel da ONU de cientistas do clima, segundo o qual a mudança climática provocada pelo homem começou na esteira do uso de combustíveis fósseis durante a Revolução Industrial. "A era pré-industrial não foi uma época natural para o clima -- ele já era influenciado pela atividade humana", afirmou ela.

"Quando fazemos previsões climáticas para o futuro, temos de pensar sobre o que é natural e sobre o que acrescentamos. Temos de definir o que de fato é natural", afirmou. Os cientistas, localizados na Holanda, na Suíça, na Dinamarca, nos Estados Unidos e na França -- observaram um segundo aumento no metano na Idade Média, coincidindo com um período quente registrado entre 800 e 1200, que também observou a economia da Europa sair da Idade das Trevas.
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