quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Tumba de Tutancâmon 'é chave' para desvendar mistério de Nefertiti

Faraó do Egito pode ter sido filho da regente, cujo túmulo até hoje continua desconhecido por arqueólogos.

Da BBC
Localização dos restos da rainha Nefertiti ainda é considerada por arqueólogos um grande mistério  (Foto: Michael Kappeler/ AFP)Localização dos restos da rainha Nefertiti ainda é considerada por arqueólogos um grande mistério (Foto: Michael Kappeler/ AFP)
Um arqueólogo diz ter encontrado provas de que a antiga rainha egípcia Nefertiti teria sido sepultada em segredo na tumba do faraó Tutancâmon.
O paradeiro dos restos mortais da famosa regente nunca foi descoberto, mas a tumba de Tutancâmon, que pode ter sido filho dela, é conhecida desde 1922.
Um novo estudo indica que pode haver um portal saindo da tumba do faraó.
Nicholas Reeves, um arqueólogo da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, afirmou que acredita que os restos de Nefertiti poderiam nesta área ainda desconhecida.
A teoria surgiu depois que um grupo de especialistas em arte e preservação e artistas da Espanha, o Factum Arte, foi contratado para criar uma cópia da tumba.

Para construir a réplica, perto do local original, no Vale dos Reis, em Luxor, no ano passado os técnicos escanearearam todos os detalhes da tumba de Tutancâmon.

Marcas
Ao analisar o material em fevereiro, Reeves identificou o que acredita serem marcas indicando onde ficavam duas entradas.

"Questionei as provas desde então, procurando indicações de que o que eu pensava estar vendo, na verdade, não estava lá", disse Reeves à BBC.
"Mas, quanto mais olhava, mais encontrava informações que indicavam a existência de algo muito real."
A configuração da tumba de Tutancâmon foi considerada um mistério por algum tempo, principalmente por ser menor do que as tumbas de outros reis do Egito antigo.
Reeves acredita que detalhes no projeto da tumba indicam que ela teria sido criada para guardar os despojos de uma rainha, não de um rei.
"Se eu estiver errado, estou errado. Mas se estiver certo, as perspectivas são, francamente, surpreendentes. O mundo pode se transformar em um lugar muito mais interessante, pelo menos para os egiptologistas", afirmou.
Depois de ser descoberta pelo arqueólogo inglês Howard Carter em 1922, a tumba de Tutancâmon foi aberta em fevereiro do ano seguinte.
Ela é considerada a tumba mais intacta já vista, e poucos objetos pareciam ter sido roubados do local.
Cerca de 2 mil artefatos foram encontrados, e foram necessários nove anos até que os arqueólogos catalogassem tudo.
As autoridades do Egito e o grupo Factum Arte ainda não comentaram as teorias de Reeves.
No entanto, outros estudiosos do assunto pedem cautela.
"Acho que, com certeza, há alguns sinais de que pode ter ocorrido alguma atividade em volta daquelas entradas", disse Joyce Tyldesley, egiptologista na Universidade de Manchester, Grã-Bretanha.
"Deduzir a partir disto que era na verdade a tumba de Nefertiti, seria ir longe demais. Mas, se fosse verdade, seria absolutamente genial", acrescentou.
www.g1.globo.com

domingo, 21 de junho de 2015

23 mil pessoas foram a Stonehenge ver nascer do sol no solstício de verão

Cerca de 23 mil pessoas juntaram-se hoje junto ao monumento megalítico de Stonehenge, em Inglaterra, para assinalar o solstício de verão, segundo a polícia do condado de Wiltshire, no sudoeste do país, adiantou a agência espanhola EFE.
As forças de segurança estimam que cerca de 23 mil pessoas acorreram ao local para contemplar o nascer do sol no dia mais longo do ano, que aconteceu pelas 04:52 locais (mesma hora em Lisboa).
Ainda assim, a assistência a este acontecimento, referiu a polícia, foi consideravelmente menor do que a registada no ano passado.
As autoridades tinham previsto uma afluência a Stonehenge na ordem das 30 mil pessoas, mas a previsão de céu nublado pode ter levado muitas pessoas a ficar em casa.
De acordo com o chefe da polícia de Wiltshire, Gavin Williams, o evento foi “um grande êxito” e as celebrações do solstício de verão, que decorreram ao som de tambores, foram “pacíficas e positivas”.
Este ano foram detidas menos pessoas do que no ano anterior, e só nove foram detidas por posse de drogas.
Stonehenge, também chamado “O Templo do Sol”, tem cerca de cinco mil anos de existência. Onde há cinco milénios se celebraram várias cerimónias religiosas, assinalam-se agora os solstícios de verão e de inverno.
Há várias décadas que é tradição em Inglaterra acorrer a Stonehenge para celebrar a chegada do verão, uma vez que se permite o acesso ao anel formado pelas pedras do conjunto arqueológico.
Declarado património da Humanidade pela UNESCO em 1986, Stonehenge é um monumento em semicírculo, e os arqueólogos nunca conseguiram confirmar se alguma fez formou um círculo perfeito.
Cerca de um milhão de turistas visitam anualmente este local no Reino Unido.
Lusa
http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1445210.html

Arqueólogos descobrem pérola de 2 mil anos na Austrália


Da BBC
Pérola de 2 mil anos é encontrada na Austrália (Foto: Divulgação/Universidade de Wollongong)
Pérola de 2 mil anos é encontrada na Austrália
(Foto: Divulgação/Universidade de Wollongong)
Arqueólogos afirmaram ter encontrado uma pérola natural com mais de 2 mil anos em uma parte remota do oeste da Austrália.

A gema foi descrita como "insubstituível" por um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, já que é a única recuperada de um sítio arqueológico na Austrália.

Arqueólogos da Universidade de Wollongong levaram quatro anos para analisá-la e precisar sua idade usando uma tecnologia não invasiva para evitar danificá-la, afirmou o professor Kat Szabo, que participou da empreitada, à emissora local ABC News.

A datação por radiocarbono usada na concha que envolvia a pérola determinou que a pérola tinha 2 mil anos.

Mas como a gema era muito redonda, e foi descoberta próximo ao coração da indústria de pérolas da Austrália, arqueólogos tiveram de provar que não se tratava de uma criação moderna que simplesmente acabou enterrada.

Pérolas naturais redondas são extremamente raras na natureza. "Ela não tem nenhuma marca das pérolas cultivadas", explicou Szabo, acrescentando que a gema "tinha todas as assinaturas clássicas de uma peróla natural".

A pérola descoberta pelos arqueólogos possui uma coloração rosa-dourada, mas não se sabe se essa era a sua cor original ou foi resultado do longo tempo em que permaneceu enterrada.

Mas Szabo disse que a gema está em ótimo estado considerando sua idade avançada.
A peróla será exposta no Museu Marítimo da Austrália Ocidental até o fim deste mês.

www.g1.globo.com

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Coberta por lava, aldeia no México virou 'cápsula do tempo' de civilizações antigas da América

INAH
Aldeia antiga no México está encoberta por seis metros de lava
Ela é chamada de "cápsula do tempo".
Trata-se de uma aldeia pré-hispânica que foi coberta por lava há mais de mil anos e que se encontra dentro de uma das capitais mais populosas do mundo, a Cidade do México.
Arqueólogos acreditam que neste lugar há informações valiosas sobre o desenvolvimento da região no período compreendido entre os anos 1.200 e 400 a.C..
Foi ali que se estabeleceram algumas das principais sociedades antigas do continente americano, como os astecas.

Viagem no tempo

INAH
Primeiras escavações ocorreram no início do século 20
A aldeia tempo se encontra ao sul da capital mexicana, na zona de Cuicuilco, uma das primeiras áreas de pesquisa arqueológica do país.
Os vestígios localizados até agora revelam que estes povos conviviam com a atividade do vulcão Xitle, um dos cinco desta área.
Mas uma súbita erupção, que pode ter ocorrido entre 627 e 630 a.C., os obrigou a fugir.
Ao fazer isso, deixaram para trás seus pertences, que, ao serem cobertos por lava, foram conservados por séculos.
Por isso, a aldeia é considerada por cientistas como uma cápsula do tempo.

Indícios de civilização

INAH
Túneis dão acesso à antiga aldeia, onde foram encontrados diversos objetos
Os primeiros objetos foram encontrados entre 1917 e 1924, quando foram escavados quatro túneis para localizar a aldeia sob seis metros de rocha vulcânica.
No entanto, este trabalho foi abandonado por décadas, até ser retomado recentemente pelo Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México.
Na nova investigação, foi encontrada o que poderia ser a fundação de uma casa.
Também foram achados pedaços de cerâmicas, estatuetas e facas de pedra que ainda conservam seu fio.
O fato de as facas ainda serem cortantes pode indicar, por exemplo, que elas eram mais usadas para rituais do que como instrumento de caça.
É um achado valioso, segundo arqueólogos, porque estes itens trazem indicações de como era a vida cotidiana dos primeiros povos da América.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ossada de 4 mil anos é o caso mais antigo de câncer de mama já achado

Restos mortais de mulher encontrados no Egito mostram efeito da doença.
Fato indica que enfermidade já existia nos períodos mais antigos.


Autoridades do Egito divulgaram a descoberta do mais antigo caso de câncer de mama já registrado, encontrado nos restos mortais de uma mulher que viveu próximo do ano 2.200 a.C.
A pesquisa foi feita por arqueólogos espanhois, que identificaram a doença durante estudos realizados na necrópole de Qoba al Hawa, localizada ao oeste da cidade de Assuã.
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (24), o ministro egípcio de Antiguidades, Mamduh al Damati, informou que a equipe descobriu deformações incomuns enquanto estudavam o peito do corpo de uma mulher sepultada, o que levou o grupo a continuar as investigações.

Segundo arqueólogos, tumor se espalhou pelo corpo. Vítima pertencia a alta classe da dinastia faraônica e recebeu cuidados paliativos até a morte (Foto: Ministério de Antiguidades do Egito/Reuters)
Segundo arqueólogos, tumor se espalhou pelo corpo.
Vítima pertencia a alta classe da dinastia faraônica e
recebeu cuidados paliativos até a morte
(Foto: Ministério de Antiguidades do Egito/Reuters)
A análise revelou que se tratava de um câncer de mama, que teve metástase e provocou a morte da vítima. O fato indica que a doença já existia nos períodos mais antigos do Egito.
Ainda de acordo com os cientistas, o estado do esqueleto indica também que a mulher pertencia a uma classe alta da antiga cidade de Elefantina, e que talvez sua doença a tenha impedido de desempenhar algumas atividades. No entanto, os arqueólogos apontaram que ela recebeu todo o atendimento e cuidados necessários até morrer.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o Inca, o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado de maneira precoce, a chance de cura aumenta.
Estimativa do instituto, ligado ao Ministério da Saúde, é que 57.120 novos casos (homens e mulheres) foram registrados no ano passado. Ainda segundo o Inca, 13.345 pessoas morrem todos os anos em decorrência desse tipo de câncer.


Arte Bem estar Mamografia (Foto: Arte/G1)

Estudo conclui que Império Asteca não era tão poderoso como se achava

República de Tlaxcallan tinha independência em relação aos astecas.
Astecas não reinavam absolutos: região era politicamente conturbada.


Da EFE 

Pesquisadores coletam artefatos no solo de Tlaxcallan (Foto: John Millhauser/Divulgação)

O Império Asteca não era tão "poderoso" como se pensava até agora e não tinha o domínio completo da região mexicana onde se assentaram durante séculos, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (25) no semanário "Journal of Archaeological Science".
"Este estudo coloca Tlaxcallan no mapa, o lugar aonde os espanhóis chegaram e buscaram apoio para a conquista do México. Descobrimos que, apesar do assédio dos astecas, os habitantes locais puderam se sustentar por si mesmos", disse nesta quarta-feira à Agência Efe a coautora do estudo, Verenice Heredia.
 Lâmina de obsidiana foi coletada durante a pesquisa em Tlaxcallan  (Foto: John Millhauser/Divulgação)
Lâmina de obsidiana foi coletada durante pesquisa
em Tlaxcallan (Foto: John Millhauser/Divulgação)
O estudo, intitulado "A Geopolítica do Fornecimento da Obsidiana em Tlaxcallan", é uma parceria entre a Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA), o Centro de Pesquisa e de Estudos Avançados do Instituto Politécnico Nacional-Unidade Mérida (México), o Colégio de Michoacán (México) e a Universidade de Purdue (EUA).
Durante oito anos, os pesquisadores estudaram a república independente de Tlaxcallan, no centro do atual território mexicano e a cerca de 120 quilômetros ao leste da Cidade do México, fundada na metade do século XIII e que no ano 1500 esteve cercada pelo Império Asteca.
O objetivo da pesquisa foi descobrir de onde Tlaxcallan obtinha a obsidiana - um tipo de vidro vulcânico que era utilizado para fazer facas, pontas de lanças e flechas e objetos domésticos - cujas jazidas eram muito limitadas nessa região.
"Eles (Tlaxcallan) retiravam o material de um lugar chamado 'El Paredón', que ninguém usava porque estava nos arredores do Império Asteca. Então, a pergunta é: por que os astecas, que eram abertamente hostis aos Tlaxcallan, não intervieram?", afirmou à EFE, John Millhauser, autor do estudo. Uma possibilidade é que seria muito esforço para os astecas.
Para o acadêmico, que é docente de antropologia da Universidade Estadual da Carolina do Norte, a pesquisa comprova que "a concepção popular que o Império Asteca era o todo-poderoso antes da chegada do espanhol (Hernán) Cortés é exagerada. A região era um lugar politicamente e culturalmente conturbado".
Segundo Millhauser, a investigação deverá ganhar mais relevância nos próximos anos quando serão lembrados os 500 anos da Conquista dos Astecas e Tlaxcallan se destacará na história como a república que defendeu sua independência do mais poderoso.
www.g1.globo.com

sábado, 7 de março de 2015

O patrimônio arqueológico que pode ser o próximo alvo do Estado Islâmico

Estátua de uma das rainhas da cidade de Hatra, a capital do primeiro Reino Árabe (Foto: Antonio Castaneda/AP)

As cenas de militantes do Estado Islâmico explodindo o tempo de Jonasquebrando artefatos assírios em um museu iraquiano e vandalizando as ruínas de Nimrud de 3 mil anos de idade provocaram o desespero em arqueólogos no mundo todo. A região que hoje está sob o controle dos grupo terrorista é considerada o berço da civilização, onde povos babilônicos, assírios e sumérios ergueram as primeiras cidades e inventaram a escrita. Agora, arqueólogos iraquianos acreditam que o próximo "alvo" dos terroristas pode ser Hatra, uma cidade listada pela ONU como Patrimônio da Humanidade.
Hatra era uma pequena cidade assíria fortificada fundada há mais de 2.300 anos. No começo da era atual, se tornou a capital do primeiro Reino Árabe e resistiu à invasão do poderoso Império Romano nos anos de 116 e 198 d.C. graças aos seus grandes muros. As ruínas ainda estão em bom estado de conservação, e é possível ver a arquitetura helênica com decorações orientais.
Hatra está a apenas 100 quilômetros de distância de Mossul, a segunda maior cidade do Iraque e que hoje está nas mãos do Estado Islâmico. Os terroristas, que seguem uma teologia extrema do islamismo, acreditam que templos e estátuas levam à idolatria e, para evitar isso, promovem a destruição de um patrimônio histórico da humanidade. "Eu estou realmente preocupado com Hatra. O Estado Islâmico deve ter um plano para destruir ela também", disse o arqueólogo iraquiano Abdulamir al-Hamdani ao jornal The New York Times.

continuar lendo

www.epoca.globo.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...