segunda-feira, 23 de maio de 2016

Como seca pode explicar declínio da civilização maia

Da BBC

Quando os conquistadores espanhóis zarparam para a América Central, em 1517, seu objetivo era derrotar a civilização maia, que dominava a região. Mas os colonizadores descobriram, ao chegar, que boa parte do trabalho já tinha sido feito para eles.
As imponentes cidades de calcário dos maias, uma marca registrada de uma das civilizações mais avançadas do Mundo Antigo, já estavam sendo invadidas pela floresta. O motivo pelo qual a civilização maia desapareceu é um dos maiores mistérios da história.
O povo sobreviveu. Houve inclusive resistência ao domínio europeu. Mas, quando os espanhóis chegaram, já tinha desaparecido o poder político e econômico que tinha erguido pirâmides e sustentado uma população que chegou a 2 milhões de pessoas.
As primeiras cidades maias foram construídas no primeiro milênio antes de Cristo, e a civilização chegou a seu apogeu por volta de 600 d.C. Arqueólogos já escavaram milhares de sítios maias, a maioria espalhada por uma região na parte sul da Península de Yucatán, no México, além de Belize e Guatemala.
É bastante provável que mais ruínas ainda estejam escondidas pela densa floresta tropical da região.
Depois de mais de 200 anos de estudos, conhecemos o suficiente sobre os maias para estarmos bem impressionados. Sua arte e arquitetura distintas nos levam a crer que eles eram exímios artesãos.
Templo maia no MéxicoImage copyrightALAMY
Image captionPirâmides e templos eram alinhados com os astros
Os maias eram ainda intelectualmente avançados. Tinham um forte conhecimento de matemática e astronomia, que usavam para alinhar pirâmides e templos com movimentos dos astros. E usavam a única linguagem escrita conhecida na Mesoamérica, uma série de bizarros caracteres conhecidos como os Hieróglifos Maias.
As maravilhas deixadas para trás pelos maias valeram uma senhora reputação. Mas a maneira como sua civilização encontrou seu final é curiosa.
Comecemos com o que sabemos: por volta de 850 d.C., após séculos de prosperidade e hegemonia, os maias começaram a abandonar suas cidades, uma depois da outra. Em menos de 200 anos, sua civilização tinha se tornado uma fração de seu passado glorioso. Haveria algumas ressurgências isoladas, mas a grandiosidade maia estava perdida para sempre.
Além da escala tão monumental, o que fez o colapso maia tão chocante é que, apesar de décadas de estudos, os arqueólogos ainda não concordam sobre o que causou tudo isso. Assim como no caso do Império Romano, não parece haver um único culpado para a debacle maia. Mas a natureza desse declínio levou alguns pesquisadores a suspeitar que a civilização maia possa ter sido vítima de uma catástrofe - capaz de derrubar cidade após cidade em seu caminho.
Terra secaImage copyrightALAMY
Image captionAnálises climáticas revelam que território maia passou por período severo de secas
Há teorias abundantes sobre o assunto. Algumas das mais comumente discutidas falam em invasão, guerra civil e colapso de rotas comerciais. Mas desde que cientistas, nos anos 90, começaram a analisar dados históricos sobre o clima, uma teoria ganhou popularidade: a de que os maias sofreram um período de mudanças ambientais severas.
Nos séculos imediatamente anteriores ao colapso maia - a chamada Idade Clássica, entre os anos 250 e 800 d.C. -, a civilização maia teve um boom. Cidades floresceram e colheitas eram abundantes. As informações climáticas (normalmente provenientes de formações em cavernas) mostram que durante este tempo a área ocupada pelos maias teve alto índice de chuva. Mas a mesma análise de informações mostra que, a partir do ano de 820, a região foi assolada por 95 anos de secas periódicas, algumas durando décadas.
Cientistas identificaram uma impressionante correlação entre a ocorrência das secas e o colapso maia. A maior parte das grandes cidades maias "caiu" entre 850 e 925 d.C., algo que coincidiu com quase um século de seca. Essa correlação não é suficiente para encerrar o mistério por si só, mas leva especialistas a desconfiar do clima como um dos principais causadores do declínio maia.
Um dos problemas com essa teoria é que nem todas as cidades sofreram com a seca. As cidades que caíram durante o período de estiagem do século 9 estavam majoritariamente localizadas na porção sul do território, onde hoje ficam Guatemala e Belize. No norte, porém, a civilização não apenas sobreviveu às secas como registrou desenvolvimento.
Chichen ItzaImage copyrightALAMY
Image captionPirâmide de Chichen Itza, no México
O norte gozava de relativa prosperidade, com um aumento no número de centros urbanos, incluindo uma das mais grandiosas cidades maias: Chichen Itza. Por que a vida era tão diferente no norte?
Cientistas propuseram várias explicações para essa discrepância, mas nenhuma delas parece ter ganhado a batalha. No entanto, uma recente descoberta parece oferecer uma solução para o paradoxo.
Arqueólogos especializados na cultura maia têm dificuldades para estabelecer datas. Quase nenhum dos arquivos maias sobreviveu à colonização espanhola (por ordem de padres católicos, livros maias foram queimados aos montes e hoje apenas quatro sobrevivem). Sendo assim, para determinar uma linha de tempo para a civilização maia, cientistas se fiam em calendários registrados em monumentos, análises estilísticas de cerâmicas e em testes de carbono de materiais orgânicos.
Estudos anteriores já tinham determinado as idades aproximadas dos principais centros urbanos da civilização maia do norte. Foram eles que determinaram que o norte tinha sofrido as secas do século 9. Mas um novo trabalho, publicado em dezembro por arqueólogos americanos e britânicos, pela primeira vez traz um apanhado generalizado de datas relacionadas aos centros urbanos da região norte. São mais de 200 datas que permitiram aos pesquisadores estabelecer um retrato mais profundo dos tempos em que as cidades do norte estavam ativas, bem como os períodos em que entraram em declínio.
Estiagem do século 11Image copyrightALAMY
Image captionEstiagem do século 11 foi maior da região em dois mil anos, segundo arqueólogos
Os pesquisadores descobriram que o norte não apenas tinha sofrido declínio durante o período de seca, mas que isso ocorrera DUAS vezes. Isso com base no número de inscrições temporais na segunda metade do século 9. O mesmo padrão é encontrado em análise de carbono, que indicam, por exemplo, que a construção com o uso de madeira encolheu no mesmo período.
Para os cientistas, esses dados mostram que também havia declínio político-social no norte maia, que pode até ter enfrentado a crise melhor que o sul, mas ainda assim sofreu declínio. Só que nós já sabíamos que Chichen Itza e os outros centros maias do norte tinham sobrevivido bem ao longo do século 10.
É o segundo declínio identificado pelos cientistas que torna a história bem mais interessante e muda nosso conhecimento sobre os maias. Depois de uma recuperação no século - e que, interessantemente, coincide com um aumento no índice pluviométrico, pesquisadores notaram outra queda na construção civil em diversos sítios do norte: gravações em pedra e outras atividades ligadas à construção caíram pela metade entre 1000 e 1075 d.C.
E, assim como 200 anos antes, pesquisadores descobriram que o segundo declínio também ocorreu em tempos de seca, ainda mais severa que no século 9 - na verdade, a estiagem do século 11 foi a maior da região em 2 mil anos.
Agricultura maiaImage copyrightALAMY
Image captionCivilização maia criou dependência tanto política quanto econômica da agricultura
Se a primeira grande seca devastou os maias no sul, a segunda pode ter acabado com tudo no norte. Chichen Itza e outros importantes centros urbanos da região não voltariam a se recuperar. Houve algumas exceções - Mayapan, por exemplo, floresceu entre os séculos 13 e 15 -, mas elas nunca rivalizaram com as clássicas cidades maias em tamanho ou complexidade.
Mas como as mudanças climáticas derrubaram os maias?
A maior parte das explicações gira em torno da agricultura. Os maias, assim como todas as grandes civilizações, dependiam fortemente da agricultura para sua pujança econômica e para sustentar sua população. Um argumento simples é que a escassez na produção de alimentos gradualmente diminuiu a influência política da sociedade maia e levou à desintegração social. Mas o processo não foi tão direto assim.
"Sabíamos que já havia guerras e instabilidade política nos territórios maias antes das secas do século 9", diz Julie Hoggarth, da Baylor University, no Texas (EUA), e uma das coordenadoras do estudo climático publicado em dezembro.
Talvez os conflitos internos tenham se juntado ao efeito das secas: com a diminuição dos estoques de alimentos, a competição por recursos ficou intensa ao ponto de levar à ruptura social. Mas há uma terceira explicação, amparada no talento dos maias.
Templo maiaImage copyrightALAMY
Image captionPoderia escassez de alimentos ter levado mais à guerra civil?
Além de grandes artesãos, eles eram grandes escultores ambientais.
Para produzir alimento suficiente para alimentar milhões, os maias escavaram imensos sistemas de canais que por vezes chegavam a centenas de quilômetros de extensão. Isso lhes permitia tornar áreas inférteis produtivas. Eles também derrubaram imensas áreas de florestas para a agricultura e a construção.
Alguns estudiosos creem que essas atividades teriam piorado os efeitos das mudanças climáticas: o desmatamento, por exemplo, teria tornado as secas mais rigorosas. Outra teoria é que o desenvolvimento da agricultura tenha levado a um crescimento populacional acelerado e mais vulnerável à escassez de alimentos.
Quaisquer que tenham sido as razões para o colapso, sabemos algo sobre o destino das pessoas que restaram. A partir de 1050 d.C., os maias pegaram a estrada. Abandonaram as regiões do interior e rumaram para a costa caribenha ou para locais com lagos. O êxodo pode ter sido motivado por fome, e a mudança para regiões mais úmidas fazia sentido, em especial fugindo da seca.

terça-feira, 17 de maio de 2016

A Roma la prima fermata archeologica della metro

La stazione della metro C Amba Aradam a Roma si farà e la scoperta durante i lavori di una caserma romana del II secolo d.C. non comporterà ritardi nei tempi di realizzazione, né costi superiori a quelli previsti. Anzi, integrato con la fermata della metro, nascerà un vero e proprio sito archeologico di 'straordinario interesse', che ne farà la prima 'stazione archeologica' della capitale.
Lo assicura il soprintendente speciale per il Colosseo, Francesco Prosperetti, che oggi ha presentato alla stampa alcuni ambienti dell'edificio ritrovato a 9 metri di profondità nel corso degli scavi per la costruzione della linea metropolitana, nel tratto tra San Giovanni e il Colosseo. Non sarà necessaria una nuova progettazione del percorso, precisa il soprintendente, spiegando che si lavora alla realizzazione di una stazione metro che integri il trasporto urbano con la fruizione del sito. "Mentre prima i sondaggi fatti su Chiesa Nuova e su Piazza Venezia hanno rivelato delle strutture che hanno dato delle indicazioni per il proseguo delle progettazioni, - ha spiegato il soprintendente - qui siamo in fase attuativa, cioè qui non ci confrontiamo con il 'se fare o non fare' ma con il 'come fare', come realizzare a Roma un'opera pubblica che, come forse non si è mai tentato in passato, si confronti nel concreto con la storia di questa città".
La fermata metro su viale Ipponio, a due passi da Porta Metronia, sarà "molto più di una stazione-museo", secondo il soprintendente: "la sfida affascinante sarà quella di integrare uno spazio archeologico nella stazione", cioè "uno spazio che sappia parlare del sottosuolo di Roma ai viaggiatori" e il cui ritrovamento non costituisce "un limite, un incidente,ma l'opportunità di costruire a Roma la più bella metropolitana del mondo". Prosperetti confida che "questo lavoro non comporterà ritardi" e ribadisce che i costi "sono ampiamente previsti": "Ho chiesto di verificare i tempi di questa operazione - ha detto - e il suo contenimento all'interno della previsione di spesa".
www.ansa.it

Por que o México desconfia da suposta cidade maia encontrada por menino canadense

Da BBC

Foto: CSAImage copyrightCANADIAN SPACE AGENCY
Image captionO garoto de 15 anos trabalha em seu projeto desde 2014, mas só recentemente conseguiu localizar o que seria uma cidade maia perdida
Uma viagem pelos bosques tropicais e úmidos do sudeste do México é o que falta para que William Gadoury possa confirmar ou descartar seu descobrimento: uma cidade maia perdida.
O nome deste canadense de 15 anos tornou-se conhecido no mundo inteiro por causa de uma pesquisa que apontou vestígios de um assentamento maia até hoje desconhecido na península de Yucatán, no México.
Para fazer sua descoberta, usou ferramentas como Google Earth e também imagens do satélite RADARSAT-2 fornecidas a ele pela Agência Espacial Canadense (CSA, na sigla em inglês).

  • No entanto, a conclusão à qual o jovem chegou em um projeto de ciências que apresentou a um concurso em Quebec causou dúvidas entre arqueólogos mexicanos.
É que, segundo os arqueólogos e como até mesmo William reconhece, neste quebra-cabeças falta a peça mais importante: chegar ao local para verificar a existência da cidade.

A resposta nas estrelas

No texto do projeto, William parte da ideia de que "os maias e outras civilizações antigas estabeleciam a localização de suas principais cidades em função das posições das estrelas nas constelações".
"De acordo com meus cálculos, a correlação entre a posição das estrelas e estas cidades é de cerca de 95%", escreveu.
Foto: GoogleImage copyrightGOOGLE
Image captionWilliam descobriu nos mapas do Google uma superfície quadrada (no centro da imagem) que poderia ser parte da cidade desconhecida
Com a ajuda de publicações como o Códex de Madrid – um dos três únicos livros maias sobreviventes – o garoto percebeu que a posição dos assentamentos maias correspondia à posição das estrelas que eles conheciam.
"Eu não entendia por que os maias construíram suas cidades longe dos rios, em terras afastadas ou nas montanhas", disse ao jornal canadense Le Journal de Québec.
"Eu fiquei muito surpreso e emocionado quando percebi que as estrelas mais brilhantes das constelações coincidiam com as maiores cidades maias."
  • Mas em uma das constelações, em uma posição de três estrelas só havia duas cidades conhecidas, o que levou William a marcar um ponto no mapa onde deveria estar a suposta cidade perdida.
Daniel de Lisle, da CSA, ajudou a encontrar o ponto exato nos mapas, que fica a cerca de 40 km da cidade maia de Calakmul, ao sul do Estado mexicano de Campeche.

Verificação

Os especialistas consultados pela BBC Mundo concordam que, de qualquer modo, é preciso verificar a existência de uma cidade naquele local para considerar de fato as afirmações de William.
Rafael Cobos, membro do Sistema Nacional de Pesquisadores do México e professor de arqueologia maia, acredita que ir até lá é fundamental para o projeto.
Foto: GettyImage copyrightGETTY
Image captionA pirâmide de Chichén Itzá foi construída pelos maias com base em cálculos astronômicos para que durante um dia no ano a luz do sol desenhasse a figura de uma serpente
"Se realmente queremos divulgar uma descoberta tão importante, o jovem deve ir a campo e comprovar que se trata realmente de sua grande descoberta. Senão, pode ficar em uma situação muito ruim", disse Cobos.
Desde 2014, a área arqueológica de Calakmul e os bosques tropicais da região foram declarados "bem misto" na lista do Patrimônio Mundial da Unesco, dado seu valor cultural e natural.
Segundo Cobos, a área assinalada por William foi "ampla e extensivamente explorada desde a década de 1930".
"Esta peculiar proposta de explicar a distribuição espacial de assentamentos maias foi feita em outras ocasiões e foi contundentemente rechaçada por diversos pesquisadores mexicanos e não mexicanos", disse.

Dúvidas no México

O Instituto Nacional de Antropologia e História do México – a principal agência governamental sobre o tema – descartou a teoria da cidade maia perdida elaborada pelo adolescente canadense.
"Já nos consultamos com especialistas, com arqueólogos e essa informação que saiu não está fundamentada arqueologicamente", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Ivonne Falcón, porta-voz da instituição.
Foto: BBC
Image captionMuitas cidades maias foram escondidas pela vegetação espessa da região, o que dificulta o trabalho dos arqueólogos no local
Para o arqueólogo Héctor Hernández, no entanto, não é descabida a ideia da relação entre o cosmos e as cidades, apesar de que ainda é preciso pesquisar mais.
"É preciso considerar também (como ocorre com os fenômenos arqueoastronômicos) que há cidades por todos os lados e que é muito provável que elas coincidam com um ponto X traçado num mapa ou relacionado com cartas astronômicas", diz.
Os maias tinham profundo conhecimento astronômico e matemático, explicou Alejandro Farah, presidente da Sociedade Astronômica do México, à agência de notícias EFE.
Todas as suas cidades foram construídas "não por capricho humano, e, sim, porque estavam em contato com a natureza, tanto na terra quanto no céu", explicou.
Eles se baseavam sobretudo, diz Farah, "no ciclo do ano para definir as orientações dos edifícios e as dimensões das cidades".

Fama repentina

William começou sua pesquisa em 2014, quando ganhou o primeiro prêmio de um concurso de ciências da província de Québec.
Sua fascinação pelo mundo maia começou anos antes, no momento em que a mídia discutia a previsão do calendário maia sobre o fim de uma era, que aconteceria no dia 21 de dezembro de 2012.
A BBC Mundo tentou entrevistar William, mas sua mãe, Josée Brison, respondeu que no momento ele não dará declarações, já que precisa se concentrar nas provas escolares.
Foto: APImage copyrightAP
Image captionVestígios encontrados por arqueólogos mostram que os maias tinham extenso conhecimento de astronomia
Mas o jovem falou ao jornal local Le Journal de Québec e disse que "as pessoas me cumprimentam e me dizem para continuar com a pesquisa".
"No supermercado, alguém me disse que eu parecia o jovem que descobriu uma cidade maia. Eu disse que era eu mesmo."
Depois que a notícia se espalhou por jornais das Américas e da Europa, Brison diz que teve dificuldade para administrar a popularidade de seu filho.
Antes de sua possível viagem para o mundo maia no México, William já planeja visitar a Exposição Internacional de Ciências que acontecerá no Brasil em agosto de 2017, onde pretende apresentar os resultados de sua pesquisa.
"Seria o ápice dos meus três anos de trabalho e o sonho da minha vida", diz.

sábado, 7 de maio de 2016

Body-painting su una mummia egizia, tatuaggi di 3.000 anni fa

I tatuaggi di fiori e animali scoperti sulla mummia di una donna vissuta nell'antico Egitto. Sul collo  si possono vedere due babbuini con al centro l'Occhio della dea Wadjet (fonte: Anne Austin)I tatuaggi di fiori e animali scoperti sulla mummia di una donna vissuta nell'antico Egitto. Sul collo si possono vedere due babbuini con al centro l'Occhio della dea Wadjet (fonte: Anne Austin)
Fiori di loto sui fianchi, mucche sul braccio e scimmie sul collo: la passione per i tatuaggi era già ben presente nell'antico Egitto, come dimostrano i disegni ben conservati che ricoprono e decorano la mummia di una donna vissuta più di 3.000 anni fa. Si tratta della prima mummia dell'Egitto dinastico a rappresentare 'oggetti' concreti e veri. La scoperta, descritta sula rivista Nature, si deve ad Anne Austin, dell'università di Stanford.

Gli altri pochi casi documentati di mummie egizie con tatuaggi mostrano disegni 'sportivi', principalmente fatti di puntini e trattini. In questo caso si tratta di simboli sacri che servivano a mostrare e aumentare i poteri religiosi della donna, come i tatuaggi dell'occhio della dea Wadjet, simboli di protezione contro il male, disegnati su collo, spalle e schiena. 

L'archeologa ha scoperto i tatuaggi mentre stava esaminando delle mummie nel villaggio di Deir el-medina, dove una volta vivevano gli antichi artigiani che lavorano alle tombe delle Valle dei Re. Studiando un busto senza testa e braccia, del periodo compreso fra il 1300 e il 1070 a.C., Austin ha notato delle striature sul collo. 

All'inizio ha pensato che fossero state dipinte sulla pelle, ma poi ha realizzato che erano dei veri tatuaggi. Con l'aiuto di luce e sensori a infrarossi, è riuscita a vederne più di 30, alcuni dei quali si sono molto scurit per via delle resine usate nel processo di mummificazione, e invisibili a occhio nudo. 

I disegni identificati hanno un significato religioso, come le mucche, associate alla dea Hathor (dea dell'amore e madre universale), mentre i simboli su gola e braccia dovevano conferire alla donna dei poteri magici quando cantava o suonava per la dea Hathor. 

Secondo l'egittologa Emily Teeter, i tatuaggi potevano essere anche una pubblica espressione della devozione della donna. Alcuni sono più sbiaditi di altri, il che potrebbe indicare che sono stati fatti in momenti diversi e che lo status religioso della donna è cresciuto col tempo. Austin ha trovato altre tre mummie tatuate, sempre a Deir el-Medina, e spera di scoprire altri dati interessanti.

www.ansa.it


domingo, 24 de abril de 2016

Perù: risolto il mistero dei «puquios» di Nasca

Grazie all’analisi satellitare un gruppo di studiosi italiani riesce a datare al VI secolo d. C. le straordinarie opere idriche di una civiltà fiorita nel deserto in condizioni estreme





Nuovi elementi illuminano Nasca, in Perù, area cerimoniale tra le più famose al mondo: dall’analisi delle immagini satellitari, effettuata da un’équipe di scienziati italiani, emerge una stretta correlazione tra i pozzi spiraloidi della zona, la distribuzione degli antichi insediamenti, e i percorsi che uniscono gli uni agli altri. Situato nel centro-sud del Paese, l’altopiano di Nasca (che dallo scorso anno per legge si scrive con la esse e non più Nazca), una delle aree desertiche più aride del mondo, si estende per un’ottantina di chilometri tra le città di Nasca e di Palpa.


www.corriere,it

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