quarta-feira, 21 de junho de 2017
segunda-feira, 12 de junho de 2017
Múmias egípcias tinham relação de parentesco com povos do Oriente Médio
Da Revista Galileu
Pesquisadores da Universidade de Tubinga e do Instituto Max Planck para Ciência da História Humana, na Alemanha, conseguiram identificar a origem étnica de parte dos egípcios antigos. De acordo com umaanálise realizada com mais de 90 DNAs de múmias, a maioria dos egípcios era parente de povos que viveram na região do Oriente Médio, como a Palestina, Mesopotâmia e Arábia Saudita. Foi a primeria vez que uma extração de genoma utilizando os últimos recursos tecnológicos foi realizada com sucesso em múmias de mais de 2.000 anos de idade.
Acreditava-se que a maioria dos habitantes do Egito Antigo descendia de populações negras da África, que habitavam os território ao sul do deserto do Saara. A análise de DNA dos egípcios da atualidade revela, no entanto, que o aumento da influência genética de outros povos africanos só começou a ocorrer recentemente — a hipótese é de que o contato entre egípcios e outras populações da África ocorreu durante o período da escravidão no continente.
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Os corpos analisados foram retirados de Abusir el-Meleq, no Médio Egito. O local era considerado um santuário a Osíris, rei do mundo dos mortos segundo a mitologia egípcia. As múmias datam de um perído conhecido como Novo Império, que se inicia em 1400 a.C. e se estende até 400 d.C, data que marca o término do domínio do Império Romano na região.
Na maioria das múmias, os cientistas utilizaram o DNA mitocondrial — aquele presente nas mitocôndrias das células — para a análise, já que essa estrutura tende a ser preservada por mais tempo. No caso de um dos corpos, no entanto, os pesquisadores conseguiram mapear carcterísticas específicas como a pele clara, os olhos escuros e uma possível intolerânica à lactose.
Desde 1980 os especialistas tentam retirar o código genético das múmias encontradas, mas só há pouco tempo atrás a tecnologia necessária para isso começou a aparecer. Os cientistas pretendem, no futuro, analisar melhor as múmias enterradas mais ao sul do país, próximos à fronteira do Sudão. Os arqueólogos acreditam que nessas áreas existiram habitantes com descendência comum a de outros povos africanos.
(com informações de Phys.org)
Como é o templo asteca usado para sacrifícios humanos descoberto sob um hotel mexicano
Da BBC - Depois de um longo trabalho no subsolo de um hotel na Cidade do México, arqueólogos revelaram os detalhes dos últimos vestígios astecas descobertos na capital mexicana.
Os restos foram encontrados atrás da catedral católica da época da colonização espanhola localizada em frente à principal praça pública da capital mexicana, Zócalo.
O local abrigou um templo importante e uma quadra de jogos de bola onde a civilização realizava cerimônias religiosas - muitas vezes com sacrifícios humanos.
Os arqueólogos encontraram pedaços de cervicais humanas pertencentes a cerca de 30 pessoas. Segundo os especialistas, podem ser restos de jogadores decapitados, já que todos os pescoços pertencem a homens jovens e crianças.
Em algumas culturas pré-hispânicas, os perdedores dos jogos de bola eram decapitados e oferecidos aos deuses locais como oferenda.
Deus do vento
O templo era dedicado a Echécatl, o deus do vento, de acordo com os arqueólogos.
O local tinha uma estrutura circular, cuja base de pedra vulcânica continua conservada.
Sua forma redonda havia diferenciado a construção dos demais templos quadrados que dominavam o espaço mais sagrado para os astecas antes da conquista pelos espanhóis, em 1521.
Direito de imagemINAH
Segundo o arqueólogo Eduardo Matos, investigador emérito do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), a parte superior do templo provavelmente foi construída para parecer uma serpente enrolada.
Os sacerdotes entravam por uma porta que foi construída para parecer o nariz da serpent
A quadra, de 50 metros de largura, também tinha uma pequena escada por onde deveriam entrar os jogadores.
Ambas as construções estão inseridas entre edifícios em um terreno de 800 metros quadrados.
Os achados confirmam os relatos dos primeiros cronistas espanhóis que visitaram a capital imperial asteca, Tenochtitlán.
Abaixo da escada da quadra, os arqueólogos encontraram uma oferenda usada em rituais.
Direito de imagemREUTERSMais descobertas
Esta não é a primeira vez em que se descobre um templo dedicado ao deus do vento no local.
Abaixo da catedral, por exemplo, existe outra construção de pedra vulcânica com boca de serpente.
E, lentamente, o trabalho dos arqueólogos vai revelando os restos do local sagrado pré-hispânico - conhecido hoje como Templo Mayor -, um espaço cerimonial de tamanho equivalente ao de duas quadras de futebol.
Direito de imagemREUTERS
Como muitas das construções da era colonial na Cidade do México foram feitas sobre as ruínas da capital asteca, Matos acredita que ainda há muitos achados arqueológicos a serem feitos.
"Estamos trabalhando nesta área por cerca de 40 anos e sempre há uma construção de algum tipo, então aproveitamos isso e nos envolvemos", diz Matos.
Nos próximos meses, as autoridades construirão um museu para que o local possa ser visitado por turistas.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Seis múmias são encontradas em túmulo faraônico perto de Luxor
Um grupo de arqueólogos descobriu seis múmias, sarcófagos de madeira de cores vivas e mil pequenas figuras funerárias em um túmulo da época dos faraós no sul do Egito, anunciou nesta terça-feira (18) o Ministério das Antiguidades.
O túmulo, próximo à cidade de Luxor, um verdadeiro museu a céu aberto, e ao Vale dos Reis, aparentemente pertencia a Userhat, um magistrado da 18ª dinastia (1550-1295 A.C.)k, que possuía o título de "juiz da cidade". Porém o túmulo teria sido reutilizado séculos depois já sob a 21ª dinastia para abrigar outras múmias.
"Foi uma surpresa encontrar tantos elementos dentro: utensílios de argila com o nome do proprietário do túmulo, vários sarcófagos e múmias, assim como mais de mil 'ushebti', pequenas estatuetas funerárias que eram colocadas nos túmulos para substituir o morto na tarefas do além", indicou o ministro Khaled Al Anani, durante uma visita organizada para a imprensa.
"É uma descoberta importante, e não está terminada", comemorou Anani. "Há seis múmias, mas há outros fragmentos que indicam que pode haver outras no futuro", disse a porta-voz do ministério, Nevine El Aref. O Egito aprovou recentemente vários projetos arqueológicos com a esperança de fazer novas descobertas.
http://br.rfi.fr/cultura/20170418-seis-mumias-sao-encontradas-em-tumulo-faraonico-perto-de-luxor
terça-feira, 28 de março de 2017
Coleiras de escravos foram encontradas
Sobre a mesa, parecem apenas dois aros de latão, duas braçadeiras... Investidas da história que carregam, anulam o peso real e ganham outra dimensão. As argolas douradas foram apertadas à volta dos pescoços de seres humanos como sinal de propriedade. Nem os cães as carregam assim, de metal frio. Os pormenores estéticos não escondem o horror da atitude e o símbolo da animalização do ser humano. Uma de tão pequena, parece ter sido feita para uma criança, à semelhança do que se praticava nas cortes metropolitanas dos europeus colonialistas ou nas famílias abastadas do Brasil, no tempo em que ser negro era sinónimo de ser escravo.
O mistério da coleira desaparecida do Museu Nacional de Arqueologia está resolvido, e em duplicado. No próximo dia 22 de abril, na exposição de artefactos ligados à escravatura, no âmbito da iniciativa “Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura” os visitantes poderão ver, afinal, não uma, mas duas coleiras de latão que proprietários portugueses de Benavente e do Carvalhal obrigaram os seus escravos a usar ao pescoço, no século XVIII, como se fossem animais domésticos.
As peças, muito raras, repousaram em sossego durante cerca de 60 anos, embrulhadas em papel higiénico, num envelope de papel, nas instalações o Museu de Arqueologia (MNA), nos Jerónimos — excetuando um ligeiro abanão no final da década de 80 e outro já este século,em tempos de arrumações, Ninguém sabia delas até o Expresso tocar no assunto com uma investigação publicada no passado dia 4 de março, na qual se referia irem ser expostos dois desenhos feitos no princípio do século XX, em substituição dos objetos desaparecidos. O Expresso contou a história das coleiras — uma, com a certeza de que pertencia ao museu devido à inscrição no inventário, a que tinha a inscrição “Este preto pertence a Agostinho de Lafetá do Carvalhal de Óbidos”, da outra só se sabia o que estava gravado no latão: “Este escravo pertence a Luiz Cardozo de Mello morador em Benavente.” A investigação tomou conta da conversa do grupo dos mais antigos funcionários do MNA, que habitualmente almoça junto. Luísa Guerreiro, Luís e Adília Antunes, Adolfo Silveira, Maria José Albuquerque e Mário Jorge Almeida lamentavam o caso quando um deles disse lembrar-se de ter visto “umas coisas” conformes à descrição.
http://expresso.sapo.pt
Ruínas Celtas na "Pedra de Cashel" - Irlanda
Rock of Cashel (Pedra de Cashel), também é conhecida como Cashel of the Kings (Cashel dos Reis) e St. Patrick's Rock (Pedra de São Patrick). Localizada da provínncia de Manster.
Rock of Cashel em 1986
Esse lugar, muito famoso em toda a Irlanda, Inglaterra e também pela Europa, essas ruínas celtas datam dos séculos 12/13, pertenciam aos reis de Munster há centenas de anos antes da invasão normanda. Foi o local onde São Patrick converteu o Rei ao cristianismo, no século 5. É um dos maiores ícones da arte e da arquitetura celta medieval encontrada na Europa.
Segundo a mitologia São Patrick baniu Satanás de uma caverna e a pedra da montanha surgiu nesse lugar. As construções que ainda existem são muito visitadas até hoje. A torre redonda é o mais alto (28m) dos prédios e o mais antigo (séc. 1100); a Capela Cormac, a capela do Rei Cormac Mac Carthaigh, iniciada em 1127; a Catedral; o Salão do Coral dos Vigários, construído no século 15, que na verdade eram leigos, ou cânones menores, designados a cantar na catedral. Além disso há também um cemitério, com cruzes adornadas de motivos celtas.
Desde 1975 o lugar está aberto para visitas. Demorou, hein!!!? Vamos às fotos, pois nem só de lugares desoladores e sombrios, vive o http://lugaresesquecidos.blogspot.com/.
http://www.lugaresesquecidos.com.br/2011/02/ruinas-celtas-na-pedra-de-cashel.html
Ordem dos Bardos, Ovates e Druidas (OBOD)
«Três coisas adoráveis numa pessoa: tranquilidade, sabedoria e bondade.»
Antiga Tríade Céltica
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