sexta-feira, 17 de julho de 2009

A dança cósmica de Shiva: contingências e ritmo na evolução da vida


O professor Fernando Fernandez, do Laboratório de Ecologia e Conservação de Populações da UFRJ, é o próximo palestrante no Ciclo Visões da Terra. Ele falará sobre as causas astronômicas das grandes extinções no passado geológico, sua periodicidade de 26 milhões de anos e de como isso está relacionado ao surgimento do homem, trazendo uma perspectiva diferente à nossa visão sobre nós mesmos. A palestra acontece no auditório do Museu do Meio Ambiente (MuMA), Jardim Botânico do Rio de Janeiro, terça-feira, 21/7, das 10h às 12h.A palestra é parte do ciclo que acompanha a exposição Visões da Terra. Todas as terças-feiras, até 1º de setembro, o Museu recebe estudiosos que falam sobre diferentes aspectos relacionados ao tema da exposição.A entrada é franca e não há necessidade de inscrição prévia.O MuMA fica na Rua Jardim Botânico, 1008, e funciona de terça a quinta, das 10h às 17h.

Período: de 7 de julho a 6 de setembro de 2009
De terça-feira a domingo, das 10h às 17h.
Entrada franca

Período: de 7 de julho a 1º de setembro de 2009
Sempre às terças-feiras, com início à 10h
Entrada franca (não é necessário inscrição prévia)


quarta-feira, 15 de julho de 2009

15 de Julho de 2009 - Observatório Monoceros - 34 anos


Prezados Amigos,

É com muita felicidade e emoção que hoje comemoramos os 34 anos de fundação do Observatório Astronômico Monoceros.
Muitas foram as lutas, perdas, mas também conquistas e vitórias.
Compartilho com todos vocês deste momento, visto que muitos viram o Monoceros nascer, crescer e se desenvolver, bem como também fizeram e fazem parte desta caminhada, desta história.

A todos os meus sinceros agradecimentos!

E tenho a certeza que, juntos, seguiremos adiante na nossa tão amada Ciência de Urânia.

Informo-lhes, também, que o Monoceros deu grandes e importantes passos nos últimos dias. Firmamos diversos convênios e parcerias muito importantes e que alavancarão importantes trabalhos, pesquisas, em Astronomia e Ciências Afins.

Brevemente detalharei e compartilharei com todos vocês as nossas novas conquistas.

Grandes e fraternos abraços,


Lucimary Vargas de Oliveira Guardamino Espinoza
Além Paraíba-MG-Brasil
Presidente:
Observatório Astronômico Monoceros
Estação Meteorológica nº083/MG-5ºDISME-INMET

Arquivo Histórico MG / CEPESLE

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sol ilumina a rua 42 em Nova York durante o "Manhattanhenge"


Em Nova York, o sol ilumina a rua 42 durante o 'Manhattanhenge', fenômeno que ocorre duas vezes por ano, quando o sol alinha-se com o leste-oeste do desenho formado pelos edifícios da rua da ilha de Manhattam. (Foto: Mike Segar/Reuters)
Solar Alignments Cause 'Manhattanhenge' This Weekend

By Andrea Thompson, Senior Writer
posted: 29 May 2009 09:44 am ET
For 15 minutes around sunset on two days this summer, the sun will set in exact alignment with the cross streets of Manhattan's street grid, making the city's towering buildings function something like a modern-day Stonehenge.

They call it Manhattanhenge.

The first Manhattanhenge opportunity comes this weekend: On Saturday (May 30) at 8:17 p.m. EDT the ball of the sun will be half above the horizon, half below if you look west down a major cross-street (34th Street and 42nd Street are good viewing locations). On Sunday, May 31, the entire solar sphere will be visible just above the horizon at 8:17 p.m. EDT.

The second opportunity comes later in the summer, with another half-sphere sunset on Sunday, July 12, at 8:25 p.m. EDT and a whole-sphere viewing on Saturday, July 11, at 8:25 p.m. EDT.

These times are calculated every year by the astronomer Neil deGrasse Tyson, director of the Hayden Planetarium in New York, who coined the term "Manhattanhenge."

The "henge" comes of course from Stonehenge, the prehistoric monument in the Salisbury plains of England. The large structure of stones and earthen mounds is thought to be a burial ground that was oriented to face the midsummer sunrise and midwinter sunset.

Manhattan's street grid doesn't run geographically north to south, but instead aligns itself with the direction of the island. If the grid did run north-south, Manhattanhenge would fall on the spring and autumn equinoxes, the only two days during the year when the Sun rises due-east and sets due-west. (The equinoxes occur when the sun sits directly over the Earth's equator and the length of day and night are roughly equal.)

Because Manhattan's grid is rotated 28.9 degrees east from geographic north, the days of alignment with the cross streets are also shifted.

Manhattan's street grid was laid down by the Commissioners' Plan of 1811, which was adopted by the New York State Legislature.

New York isn't the only city that can have its own "henge" events: Any city crossed by a rectangular grid has days where the setting Sun aligns with the streets. But a clear view of the horizon and straight streets are needed, and New York might be the only city that fits the bill.


sábado, 11 de julho de 2009

Arqueoastronomia, pensemos mais um pouco

A TERRA É UM PLANETA DE REALIDADE TRANSITÓRIA, o que é caracterizado, sobretudo, pelo fato de tudo o que aqui nasce possuir, em seu código genético, o germe da morte. E isso é só o que se sabe, pelo menos por enquanto, acerca dos mistérios que envolvem a vida biológica em nosso planeta.

Mas há pesquisadores que se empenham em descobertas e raciocínios mais lógicos, e estão avançando como podem. Para a nossa ciência, o planeta Terra possui 4 bilhões e 600 milhões de anos, sendo que após 800 milhões de anos da sua origem surgiu uma molécula com um código de DNA. Até hoje, contudo, não se concebe como uma molécula tão complexa, possuidora do código da vida, tenha surgido nas condições que a Terra apresentava naquela época, pois aqui não são encontradas as substâncias químicas que a formaram e nem o ambiente necessário para que essa molécula de DNA tenha surgido espontaneamente, restando a opção de que ela veio de fora, de que poderia ter sido trazida por um meteoro ou cometa. Francis Crick, contudo, ganhador do prêmio Nobel por ter descoberto as hélices do DNA (1994), descartou a hipótese dos astros, ou seja, da Panspermia Balística, porque, em sua opinião, esse complexo código genético não chegaria aqui ileso se tivesse sido transportado em condições tão precárias. Para Crick, restou a conclusão lógica de que alguém o trouxe para a Terra intencionalmente, portanto, algum ser inteligente.

Tangendo o universo da nova ciência, a arqueoastronomia, verificamos que o egiptólogo Robert Bauval, estudando as três pirâmides de Gisé, percebeu que a pirâmide do meio saía levemente do alinhamento em relação às outras duas, mas ele não entendia o porquê de construtores tão detalhistas terem permitido esse fato. Posteriormente, o egiptólogo chegou à conclusão de que esse pequeno desvio correspondia exatamente à mesma variação de ângulo das três estrelas da constelação de Órion (popularmente conhecida como “as três Marias”). Ele mediu a distância astronômica e as variações de ângulo das três estrelas, mediu a distância das três pirâmides e suas variações de ângulos e constatou que o construtor tinha copiado, com precisão, as coordenadas astronômicas das três estrelas. Concluiu, então, que quem fez esses cálculos tinha grande conhecimento de Astronomia. Bauval, juntamente com o jornalista Graham Hancock, utilizando um programa de computador, pesquisaram para saber se houve e quando teria ocorrido uma superposição de Órion sobre aquele local e verificaram que no ano 10450 a.C. as três estrelas estavam exatamente em cima das pirâmides.



Posteriormente, esses mesmos pesquisadores, estudando os templos de Angkor Wat, no Camboja, perceberam o que o número de templos e o desenho que eles formavam no solo correspondiam ao mesmo número de estrelas, o mesmo formato e as mesmas variações de ângulo da Constelação de Dragão. Mais uma vez foram ao programa de computador e verificaram que também em 10450 a.C. a Constelação de Dragão estava exatamente em cima dos templos. Baseados nisso, começaram a estudar várias construções monolíticas antigas como a de Teotihuacan, no México, as de Tiahuanaco, na Bolívia, dentre outras, e perceberam que todas foram construídas com o intuito de representar na Terra as constelações do céu como ele era no ano 10450 a.C. A esfinge, no Egito, tem o corpo de leão, o rosto de homem e está olhando para um ponto fixo. Mais uma vez o computador foi consultado e os dois constataram que em 10450 a.C. a Constelação de Leão (atentar para o formato do corpo da esfinge) estava no ponto de visão da esfinge. Chegaram, enfim, à conclusão inevitável de que houve um consenso no passado, de espalhar pela Terra monumentos que representassem o mapa geográfico astronômico do ano 10450 a.C. Vale observar que nós só aprendemos a fazer esses cálculos matemáticos no século passado.

Arqueólogos egípcios e americanos, analisando o calcário utilizado na construção da esfinge, descobriram que ela foi feita há mais de 10 mil anos. Conseqüentemente, ela teria sido construída antes da construção das primeiras cidades da Mesopotâmia. Ou seja, temos, obrigatoriamente, de concluir que houve uma outra civilização antes de nós. Mas a que nos remete essa maravilhosa e tão necessária ciência nova em nossa reflexão?

Pensemos mais um pouco. Antes do surgimento da Filosofia, na Grécia, o conhecimento era advindo dos mitos e muitos deles descreviam o convívio normal dos deuses com os seres humanos. Depois de um tempo dessa convivência, os deuses foram embora com a promessa de voltar. Várias culturas apresentam em suas mitologias essa relação terrena de deuses com os seres humanos. Na Austrália foram encontradas pinturas de 5 mil anos com desenhos de ETs; no Museu de Bogotá, na Colômbia, encontram-se esculturas de naves espaciais feitas há mais de mil anos. A Bíblia fala sobre nuvens luminosas, o Mahabharata, poema épico hindu, cita as vimanas, que eram máquinas voadoras que “podiam vencer distâncias infinitas”; os livros tibetanos Tantjua Kantjua fazem referências a máquinas voadoras pré-históricas chamadas de “pérolas do céu”.

Há cerca de 5 mil anos, onde hoje se situa a capital do México, existia uma cidade lendária chamada Tula. Segundo a lenda, uma virgem chamada Chimalma gerou um filho chamado Quetzalcoatl. Ele propagou uma doutrina que dizia que o ser humano poderia manter contatos com os seus ancestrais e com os deuses. Para isso era necessário ter uma vida digna e ética, viver em contato com a natureza, estudar as coisas sagradas e ter conhecimento do que hoje é tido como Ciência, para despertar as faculdades superiores. Quetzalcoatl, como Jesus, também se transfigurava e falava com os anjos. Ele foi uma das maiores lendas da cultura tolteca. Os toltecas deixaram como herdeiros culturais os povos maias, incas e astecas.



No seu legado veio um calendário que hoje é conhecido como Calendário Maia, mas estes diziam que o calendário havia sido feito por seus ancestrais, que seriam os toltecas. No livro “Digitais dos DeusesGraham Hancock refere-se a esse calendário. Quem o fez tinha um conhecimento astronômico que só foi obtido pela nossa cultura século 20. Eles mediram um ciclo do giro do eixo da Terra, em relação à esfera celeste, e perceberam que a cada ciclo de aproximadamente 5125 anos ocorre uma era. Para os planejadores do calendário já existiram quatro grandes eras: a primeira foi destruída pelo fogo, a segunda por terremotos, a terceira pelo vento e a quarta pelo dilúvio. Segundo o que eles acreditam, essa última era do calendário teve início no ano 3114 a.C., na época em que os deuses chegaram mais uma vez na Terra, permaneceram algum tempo e saíram prometendo retornar no final dessa era, que termina em 23 de dezembro de 2012.

O “ Bhagavad-Gita”, livro que faz parte do Mahabharata, cita a era de Kali Yuga, que corresponde ao período de 3114 a.C. a 2012 d.C. Para eles, essa era é a última de um processo de cinco eras e que após essa última, a humanidade se renovará. A tradição judaico-cristã chama esse período de “Juízo Final” ou “Separação do Joio do Trigo”; a doutrina espírita o chama de “Reciclagem Espiritual”, quando a Terra passará de um mundo de expiação e provas para um mundo regenerado.

No livro “ O Código da Bíblia”, o repórter Michael Drosnin refere-se ao trabalho do matemático israelense Eliyahu Rips. O matemático descobriu que os cinco primeiros livros do Antigo Testamento da Bíblia possuem um código que profetisa vários fatos ocorridos recentemente na nossa história contemporânea como, por exemplo, o assassinato do Presidente dos Estados Unidos, John Kennedy, levando-nos a concluir que foi uma inteligência superior à da nossa comunidade científica atual que entregou esses livros a Moisés, pois até hoje não conseguimos prever o futuro. São muitas evidências de que nós tivemos contatos com seres de fora, que se foram rometendo voltar.

Para Pitágoras, o criador da palavra filosofia, a sabedoria plena e completa é própria dos deuses e o homem só pode almejá-la tornando-se filósofo, buscando amorosamente a verdade. Segundo ele, estamos em um ciclo de reencarnações para purificação dos nossos espíritos e só assim deixaremos de nascer na Terra. Nos seus últimos momentos na prisão, Sócrates, em longa conversa com Fédon, comenta o que acontece com a alma após a morte do corpo. ”É uma opinião muito antiga que as almas, ao deixar este mundo, vão para o Hades, e que dali voltam para a Terra e retornam à vida após haverem passado pela morte”. Em outro momento da conversa, o filósofo diz que “lá há lugares maravilhosos e diferentes da Terra”, evidenciando a transitoriedade da vida terrena. Platão afirmava que já trazemos o nosso conhecimento conosco; que no mundo material não existe aprendizagem, mas sim, o processo de rememoração, pois o conhecimento fora adquirido antes de nascermos neste planeta.


Hoje, muitas pessoas consideradas normais afirmam fazer viagem astral e há outras que dizem que se comunicam com os mortos. Será que diante de tantas evidências de que nós não somos quem pensamos ser, não estaria na hora de começar a nos dedicar à investigação da existência do espírito, para compreender que existe uma verdade que já está colocada no nosso passado, que já começou a ser escortinada e que somente com muita abertura mental poderemos vislumbrála, a distância, para que possamos compreender o nosso presente e conjeturar o nosso futuro? Para mim, esse é um propósito da Filosofia, desde a sua origem. Para alguns, a função da Filosofia é apenas terapêutica; a Verdade foi transformada em mero jogo de palavras. Será que isso é Filosofia, será que é o fim da Filosofia, ou acabaram-se os filósofos?
A nova crença de alguns da contemporaneidade é que as nossas alegrias e tristezas, lembranças e ambições, o nosso senso de identidade pessoal e livre-arbítrio, na realidade, são apenas o resultado do comportamento de um vasto complexo de células nervosas e suas moléculas associadas. Será? E se não for apenas isso? Não estaria na hora de a Filosofia começar a utilizar as descobertas científicas para reassumir a sua verdadeira função? Até quando nos basearemos na fé? Enquanto pensamos, alguns poucos, conhecidos ou anônimos, no mundo inteiro, dedicam as suas vidas a estudos e pesquisas no intuito de que saiamos da estagnação que nos acomete.

Manoel Pereira Júnior

Exemplar mais antigo da Bíblia é colocado na internet


Internautas poderão ver imagens de mais da metade do exemplar mais antigo da Bíblia. Estão disponíveis cerca de 800 páginas do pergaminho do século 4. (Foto: Biblioteca Britânica/Divulgação)

Cerca de 800 páginas do exemplar mais antigo da Bíblia foram restauradas e estão disponíveis para consulta na internet. Os visitantes poderão ver imagens de mais de metade do manuscrito Codex Sinaiticus, escrito em grego em folhas de pergaminho no século 4. O projeto envolveu especialistas da Grã-Bretanha, Alemanha, Egito e Rússia, e, segundo eles, apresenta muitas possibilidades de pesquisa no futuro. "O Codex Sinaiticus é um dos maiores tesouros escritos do mundo", afirmou Scot McKendrick, diretor de manuscritos ocidentais da Biblioteca Britânica, em Londres.

Ar do deserto

"Este manuscrito de 1,6 mil anos é uma janela para se entender o desenvolvimento do início do Cristianismo, e se trata de uma evidência em primeira mão de como o texto da Bíblia foi transmitido de geração a geração", disse McKendrick. "A disponibilidade do manuscrito virtual para estudiosos de todo o mundo cria oportunidades para trabalhos de pesquisa conjuntos que não seriam possíveis até o momento." Segundo o especialista, a versão original do Codex Sinaiticus continha cerca de 1.460 páginas - cada uma medindo 40 cm por 35 cm. Por 1,5 mil anos, o manuscrito ficou preservado em um mosteiro na Península do Sinai, no Egito. Em 1844, ele foi encontrado e dividido entre Egito, Rússia, Alemanha e Grã-Bretanha. Acredita-se que o documento resistiu ao tempo porque o ar do deserto é ideal para a conservação do pergaminho, e porque o mosteiro permaneceu intocado por todos esses anos. Para marcar o lançamento do site www.codexsinaiticus.org, a Biblioteca Britânica está realizando uma exposição em sua sede, em Londres, que incluiu vários artefatos históricos ligados ao manuscrito.

BBC

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Arqueólogo defende teoria da migração em linha reta, para o norte ou para o sul


O arqueólogo Stephen Lekson: teoria controversa

(Foto: George Johnson/The New York Times)


Povoados se fixavam ao longo do mesmo meridiano, diz Steve Lekson.Deslocamentos, em reação a crises, sempre seguiam linha de referência


George Johnson Do 'New York Times'


Daqui até o Chaco é uma caminhada e tanto”, diz Steve Lekson, arqueólogo da Universidade do Colorado, observando o eixo norte-sul da cruz. Cerca de 640 km ao norte fica o Parque Nacional Histórico da Cultura Chaco – um grande centro cultural, ocupado de 900 d.C. a 1150 d.C. pelo povo conhecido como anasazi.

Continuando por cerca de 96 km ao norte, ao longo da mesma linha reta, chega-se a outro centro anasazi, conhecido como Ruínas Astecas. Para Lekson, esse alinhamento é mais que uma simples coincidência: os locais são ligados por um antigo padrão de migração.

A reação cultural a algo que não estava dando certo era ir para o norte, e quando isso não funcionava, para o sul. Depois ia-se para o norte de novo, e para o sul outra vez"

Meridiano 108
Uma década atrás, no livro "The Chaco Meridian: centers of political power in the ancient southwest", Lekson argumentava que, durante séculos, os líderes Anasazi, guiados pelas estrelas, alinharam seus principais assentamentos nesse eixo norte-sul – o meridiano de longitude 108.

Cada povoamento, em seu próprio tempo, era o foco regional de poder econômico e político, e todos ficavam ao longo do mesmo meridiano. Quando um lugar era abandonado por causa da seca, violência ou degradação ambiental – os motivos são obscuros –, os líderes conduziam um êxodo a uma nova localização: algumas vezes ao norte, outras ao sul, mas sempre mantendo-se o mais perto possível do meridiano 108.

“Eu acho que o motivo é ideológico”, explica Lekson. “A reação cultural a algo que não estava dando certo era ir para o norte, e quando isso não funcionava, para o sul. Depois ia-se para o norte de novo, e para o sul mais uma vez."

Fanáticos por pontos cardeais
Existem muitas evidências de que os antigos americanos eram fanáticos pelas direções cardeais. Observe o céu da noite por tempo suficiente. Ficará claro que uma estrela não se move, enquanto as outras a circulam: a estrela do norte, ou Polaris. Motivadas talvez por esse conhecimento, algumas estruturas do Chaco são alinhadas em eixos norte-sul, e as paredes de terra de Paquimé fazem ziguezague – embora, segundo Lekson, tenham sido “projetadas em papel quadriculado gigante”.

Ao longo do sudoeste, religiões modernas de povoados geralmente incluem quatro montanhas sagradas, uma em cada direção, e seu povo conta histórias de ancestrais se mudando para o sul graças às coisas ruins que aconteciam ao norte.

Se essas pessoas eram “compulsivas pelo meridiano”, como postula Lekson, elas detinham o conhecimento astronômico para planejar e seguir uma longa linha reta.

Exagerado
Mas para muitos colegas, Lekson exagera em suas extrapolações na constante tentativa de fazer ligações entre ilhas de pensamento isoladas.

“Definitivamente, Steve foi aquele que nos arrastou, aos gritos, para a arqueologia do quadro completo”, diz William D. Lipe, professor emérito de arqueologia da Universidade Estadual de Washington. “Em muitos aspectos, as ideias e publicações de Steve têm direcionado grande parte da agenda intelectual da arqueologia nos últimos vinte anos ou mais.” Isso não significa, segundo Lipe, que ele concorde com a ideia do meridiano do Chaco.

Em seu novo livro, "A history of the ancient southwest", Lekson deve ir ainda mais fundo, ao oferecer um tipo de teoria unificada para os movimentos das populações nativas da América. Não há motivo para achar que o texto será menos controverso que a teoria meridional. “O sudoeste é uma das regiões arqueológicas mais estudadas do mundo, talvez atrás somente de Atenas”, diz Lekson. “Por quilômetro quadrado, provavelmente foi investido mais dinheiro, tempo, energia e pensamento do que em qualquer outro lugar. Se não podemos fazer uma tentativa agora para colocar todas as peças juntas, devíamos simplesmente largar nossas ferramentas e desistir.
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